sábado, abril 25, 2009

Próximas Iniciativas


Amigas e amigos,

O Bloco de Esquerda de Almada preparou já um programa de várias iniciativas para os próximos meses, dando assim o pontapé de saída para o período eleitoral que se avizinha... Muito gostaríamos de contar com todas e todos na participação e implementação deste calendário:

quarta-feira, 6 de Maio, 11h – Auditório da Escola Secundária Cacilhas-Tejo
Sessão: "Cidadania e Sexualidades", com José Soeiro

quinta-feira, 7 de Maio, 15h – Auditório da Escola Secundária Anselmo de Andrade
Sessão: "Cidadania e Sexualidades", com José Soeiro

sexta-feira, 8 de Maio, 21h – Grupo de Amigos da Costa da Caparica
Concerto com "Sick Strippers", "Heaven Down", "Young Men & The Bastards" e "My Fault"
Entrada: 1,50 Estrelas

sábado, 16 de Maio, 10h – Praça MFA
Feira Aberta

domingo, 17 de Maio, 13h – restaurante Patatigna (em frente à Escola Secundária Emídio Navarro)
Almoço de apresentação da candidatura do Bloco às autarquias do concelho de Almada, com a presença de Francisco Louçã.

quarta-feira, 20 de Maio, 20h30 – Casa da Juventude, Ponto de Encontro - Cacilhas
Fórum: "Uma cidade inclusiva"

quarta-feira, 3 de Junho – Sociedade Incrível Almadense (Salão de Festas)
Comício com Miguel Portas


Para quaisquer esclarecimentos, podem entrar em contacto connosco via e-mail ou por telefone: almadabloco@gmail.com 212752351


Bloco de Esquerda (Almada)
http://almada.bloco.org
Trav. D. Sancho I, 1-A – 2800-046 Almada
T: 212752351

sexta-feira, abril 24, 2009

Saúde: um direito ou um negócio?

Mesa da sessão (da esquerda para a direita): Dr.ª Carla Carneiro (PSD), Dr. Fernando Pena (CDS/PP), Dr. Paulo Pedro (PS), Dr. Joaquim Judas (MUSP - Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos), Isabel Mota (moderadora - vogal da Junta de Freguesia de Cacilhas), Dr.ª Heloísa Apolónia (PEV) e Dr. João Semedo (BE).
Aspecto geral da sala que, 10 minutos depois, ainda estava muito mais cheia.



Na minha óptica, este foi um excelente debate. Apreciei, sobretudo, as intervenções do Paulo Pedroso, do João Semedo e de Joaquim Judas.
Paulo Pedroso, que pecou pelo cunho demasiado eleitoralista da sua intervenção (é, como sabem, o candidato do PS à Câmara Municipal), não deixou de colocar muitas e sérias questões sobre o papel das autarquias na resolução do problema da saúde, assim como o fazem na educação e no desporto, mesmo que não tenham competências específicas nessas áreas. Gostei, sinceramente, de o ouvir.
Mas, obviamente, João Semedo foi, para mim, aquele que melhor abordou o tema em análise (direito? versus negócio? nos serviços de saúde) até porque esclareceu logo à partida que o seu interesse na matéria estava para lá de quaisquer questões de política local.
E o médico Joaquim Judas trouxe-nos uma visão do quotidiano. Dos assuntos de proximidade.
Depois do debate, onde participaram bastantes elementos do público, todos ficámos cientes de uma coisa: que o Serviço Nacional de Saúde deve ser público e prestar cuidados de proximidade, o resto foram pomenores.
E, já agora, não posso deixar de dizer do que não gostei: da ênfase que o executivo da Junta de Freguesia (primeiro através da moderadora da sessão, depois pela intervenção do Presidente da Junta) colocou na importância de quem aprovara e quem se abstivera na votação de uma moção (sobre a saúde e a construção de uma unidade de raiz em Cacilhas) apresentada no dia anterior na Assembleia de Freguesia... ao ponto de citar, nominalmente, os partidos e a respectiva orientação de voto, uma informação completamente a despropósito.
E não é que eu tenha qualquer problema em dizer como votei pois até já tinha colocado on-line o resumo da AF e referia esse mesmo facto. Agora achei aquela informação desnecessária.
Ainda pensei pedir a palavra para esclarecer esse pormenor, mas era desviar o assunto do debate e entrar no jogo da CDU. Achei que não valia a pena.
Assim como a exaltação do Presidente da Junta e a necessidade que teve de intervir para contrapor argumentos (que acabaram por funcionar a favor e não contra, como ele pensou) ao discurso de Paulo Pedroso quando ele afirmou que as autarquais bem poderiam participar mais nestas questões: se fosse prioritário construir um centro de saúde em Cacilhas, nada impedia que a CMA o fizesse e, depois, fosse pedir contas ao Governo.
Ao darem o exemplo das escolas e dos pavilhões gimno desportivos que a CMA já construiu, que também são uma competência da Administração Central, a CDU acabou por demonstrar à assistência que Paulo Pedroso, afinal, até tinha razão. E não tenho qualquer problema em dizê-lo aqui, publicamente. Há que saber separar as águas... se é que me entendem.
Tal como foi de muito mau tom a forma como o anfitrião da sessão (o Presidente da Junta de Freguesia) acabou por tratar um dos convidados (Paulo Pedroso, no caso) ao dizer que ia intervir para desmentir o que o orador acabara de dizer. Pode ser um incidente que nem o chega a ser pela sua insignificância, mas não deixei de tomar nota do ar de "superioridade moral" com que a abordagem foi feita para, contudo, acabar por se ter virado o feitiço contra o feiticeiro. E para bom entendedor, meia palavra basta.

Juntar Forças... para requalificar a Trafaria

Mesa (da esquerda para a direita): José Pedro Lima (arquitecto), Henrique Pires (moderador), Alda Macedo (deputada do BE), Rita Grácio (engenheira agrónoma) e Joaquim Piló (presidente do Sindicato Livre dos Pescadores).




Embora não muito participada em termos de público (a nossa população não tem, de facto, hábitos de intervenção cidadã), esta sessão, organizada pelo Bloco de Esquerda e que decorreu no passado dia 21 do corrente mês nas instalações do Recreios Desportivos da Trafaria, contou na assistência com a presença da Presidente da Junta de Freguesia e com um vogal do executivo que intervieram na fase do debate, o que considero bastante importante.
O discurso dos oradores centrou-se, nomeadamente, nas questões:
1) da poluição do Rio Tejo e das consequências ao nível dos recursos piscícolas e na actividade da pesca - Joaquim Piló;
2) das valências da Trafaria, sobretudo no que se refere às potencialidades em termos turísticos devido à existência de um conjunto de património importante (paisagístico e até edificado - fortes, por exemplo) - Rita Grácio;
3) do planeamento urbano e da exagerada burocratização do processo, da degradação patrimonial e da sua recuperação, sem esquecer a problemática da habitação social e da participação da população - José Pedro Lima;
4) da memória colectiva, da história e do contributo na construção de uma identidade comum, da valorização do património e da apropriação dos valores no processo de partilha, da coesão social e territorial, da forma participada de viver a democracia e na necessidade de as pessoas serem cada vez mais exigentes com os seus autarcas.
Foi também abordado o problema da gestão da frente ribeirinha e da interferência jurisdicional de várias entidades que se sobrepõem em termos de atribuições e competências, nomeadamente a "superintendência" da APL (Administração do Porto de Lisboa), mas igualmente do abandono a que o poder local democrático tem votado esta área.
A Presidente da Junta referiu o problema da baixa auto-estima da população da Trafaria, consequência do menosprezo a que foi votada nestes últimos 35 anos, e naquele que lhe parecia ser o lema/exigência actual: mais do que participação, a população da Trafaria quer é acção.
E a deputada do BE encerrou a sessão com um desafio: "estamos todos convocados para a mudança". Assim seja! Pelo menos os autarcas do Bloco de Esquerda tudo farão nesse sentido.

quinta-feira, abril 23, 2009

Resumo da AF de 22-4-2009

Mais uma vez a sessão da AF de Cacilhas foi uma surpresa.

Começou logo por haver público, o que raramente acontece. E eram tantas as presenças (mais de vinte) que tiveram que colocar cadeiras extras e até ficou gente em pé na sala, à porta e no corredor. Numa sala pequena, com mais os treze membros da AF e os cinco do executivo, imaginem a confusão... a meio da sessão já o calor eras insuportável e o ar estava irrespirável, mesmo com as janelas abertas.

O ar de espanto era notório nos rostos dos membros do PS e em mim própria, com certeza. Perguntei ao Presidente da JFC o que se passava e ele apenas me disse, de forma lacónica: é por causa do Almaraz. Ficámos na mesma.

Só quando, no período aberto ao público, onde se inscreveram cerca de vinte pessoas para falar (tendo algumas pedido para intervir uma segunda e até terceira vez), começámos a perceber o que estava ali em causa.

Tratou-se da publicação em Diário da República do Edital da CMA n.º 309/2009, de 9 de Março (DR, 2.ª série, n.º 60, de 26-03-2009) sobre os "termos de referência para elaboração do Plano de Pormenor do Almaraz" e da consulta pública do projecto - que terminou ontem, precisamente - e onde se prevê a demolição de um bloco de três edifícios na Rua Elias Garcia para, segundo consta, abrir uma "alameda de acesso ao castelo".

Dessas duas dezenas de intervenções, ficou notória a revolta dos moradores e lojistas pela forma como o processo fora conduzido pela CMA mas, sobretudo, era evidente a extrema preocupação das pessoas com o seu futuro: seriam indemnizados? onde iriam ser alojados? quando é que o processo teria início?

Já no período da Ordem do Dia, e antes da apresentação das moções, pedi a palavra para dizer que me sentia indignada com o comportamento da JFC por não ter dado conhecimento aos membros da AF, nomeadamente à Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas, de que o referido documento estava em consulta pública.

O PS pronunciou-se no mesmo sentido.

O Presidente da Junta explicou que não era obrigação dele dar esse tipo de informações à AF e que haviam sido publicados editais nos locais de estilo da freguesia, e o coordenador da CARC – que é da CDU, e o Presidente da AF esclareceram que só por mero acaso tinham acedido ao processo pois tinham-se deslocado à JFC para tratar de assuntos e aproveitaram.

Voltei a pedir a palavra e disse, com todo o respeito que os três visados me mereciam, julgava que o funcionamento democrático das instituições (e à semelhança de actos semelhantes relativos a outros assuntos não propriamente consignados na lei como obrigação do executivo) levaria a que o Leal nos tivesse informado desta ocorrência, até porque naquele que é o meu percurso diário não passo nunca por nenhum dos tais locais de estilo onde o edital fora afixado. Mas sentia-me, sobretudo, chocadíssima com a atitude do coordenador da CARC e do Presidente da AF que, afinal, haviam tido conhecimento de tudo mas não se dignaram informar os restantes membros da AF quando um simples e-mail leva segundos a ser enviado.

Teci, ainda, algumas considerações sobre o que, em minha opinião, se estava a fazer àquelas pessoas que, doravante, iriam estar com a vida suspensa até à execução do plano de pormenor do Almaraz. Porque era muito grave o que estava a acontecer, como se podia deduzir das intervenções do público, nomeadamente a situação daquelas pessoas (e não eram poucas) que tinham as casas à venda mas que, agora, ninguém as iria comprar, causando seríssimos problemas às famílias atingidas.

O executivo procedeu a algumas explicações (no fundo, apenas uma leitura simplificada do tal plano) mas fizeram sempre questão de dizer que não tinham competências para intervir no assunto e iriam remeter todas as preocupações expressas na AF ao vereador José Gonçalves, após feitura da acta respectiva (só não disseram é que a elaboração das actas anda super atrasada - só agora vamos aprovar a de Setembro/2008, faltando aprovar outras três - duas extraordinárias - Novembro/2008 e Abril/2009 e uma ordinária - Dezembro/2008... imagine-se quando é que estará pronta a de dia 22 de Abril... por este andar nem depois das eleições autárquicas!).

Felizmente alguns moradores entregaram na Mesa da AF vários requerimentos, os quais também informaram ter entregue na CM. Foram, ainda, aconselhados a fazerem-se representar por uma comissão na próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal e também numa das reuniões públicas da CM.

Voltei a pedir a palavra e esclareci que, apesar dos poderes limitados que, efectivamente, uma AF tem, não podemos estar constantemente a afirmar que este é um órgão que nada pode fazer, que é inútil. Senão, o que é que estaríamos aqui a fazer? Aliás uma leitura atenta da lei das autarquias locais até nos dá margem, como eleitos da freguesia (o órgão que mais perto está dos cidadãos eleitores e que bem poderia potenciar essa aproximação), para agirmos... assim o queiramos e estejamos na disposição de despender o nosso esforço nesse sentido. Porque não nos podemos esquecer que, no mínimo, temos a obrigação de, melhor que o cidadão comum, saber quais são os mecanismos burocráticos de acesso à informação cabendo-nos também, no exercício das nossas funções como autarcas, diligenciar no sentido de esclarecer este tipo de situações.

Quando terminei apercebi-me de que os moradores tinham estado, atentamente, a ouvir as minhas palavras.

Passou-se, então, à votação das Moções não sem antes, como seria de esperar, a CDU intervir. Fui injuriada como há muito não havia sido: de ter uma visão limitada e uma "formação mental" que só pode ser repudiada (e esta hem??), que para não acusar o Governo (??) só sei atacar a Câmara de Almada, de já estar em campanha eleitoral, e por aí em diante.

Mais disseram que até se deveria compreender a CMA por, numa situação de crise, num regime permissivo onde a lei é atropelada em todo o lado, fazer contratos a termo não era condenável. Que a CMA nunca cometeria ilegalidades como estas que eu descrevia. E muito menos, porque "têm moral e ética", desrespeitariam uma deliberação da AM. Se assim procederam é porque tinham autorização para o fazer (???), que não sabiam se aquela era a interpretação correcta da lei, que haviam muito mais Câmaras a fazer o mesmo e o BE nada dizia sobre o assunto. E por aí em diante.

Depois destas palavras, qual não é o meu espanto quando o Dr. Noronha acaba dizendo que, apesar de na sua bancada irem votar contra ambas as moções, ele, pessoalmente, votaria a favor da Moção do 1.º de Maio pois, apesar de tudo, concordava com a parte deliberativa embora repudiasse os considerando, tendo apresentado declaração de voto nesse sentido.

Resultado das votações:

Viva o 25 de Abril (PS) - aprovada por unanimidade.
1.º de Maio (PS) - aprovada por unanimidade.

O 25 de Abril e a Democracia Local (BE) - rejeitada, com os votos contra da CDU e a abstenção do PSD.
No período permitido para defesa das moções, expliquei os motivos pelos quais elas tinham sido redigidas naqueles moldes, com explicações adicionais, nos termos da lei, para refutar as acusações da CDU.
O 1.º de Maio e a Situação dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Almada (BE) - aprovada por maioria, com os votos a favor do BE, PS e 1 da CDU.

Unidade de Saúde de Cacilhas (CDU) - aprovada por maioria, com os votos a favor da CDU e a abstenção do BE, PS e PSD.
Fiz declaração de voto informando que a minha posição se devia ao facto de considerar que, em vez de exigir a construção de um centro de saúde de raiz, dever-se-ia, antes, apostar no aproveitamento das instalações do SAP.
25 de Abril e 1.º de Maio (CDU) - aprovada por maioria com os votos a favor da CDU e BE.
Futuro do Arsenal do Alfeite (CDU) - aprovada por maioria com os votos a favor da CDU e BE.

Um membro do PS sugeriu que a AF deveria solidarizar-se com os moradores aqui presentes e eu acrescentei que deveria, antes, ser apresentada uma Moção de solidariedade mas, também, onde nos comprometêssemos a encetar as diligências possíveis, no âmbito das competências da AF e utilizando os meios disponíveis, para esclarecer a situação.

Ficou acordado que assim seria mas, entretanto, como já passava da meia-noite, resolveu-se suspender os trabalhos e continuar a reunião no próximo dia 5 de Maio.

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Entretanto, já tenho o Edital da CMA sobre o Almaraz. Vou estudar o assunto. E tentar consultar o processo apesar de o período de consulta pública ter terminado.

Penso fazer uma intervenção na próxima AF de 5 de Maio, por escrito (obviamente). Acho que não podemos deixar passar a oportunidade.

Entretanto, passem pelo meu blogue que já lá tenho uma notícia sobre o chumbo da moção do BE sobre o "25 de Abril e a Democracia Local". E comentem. Sejam participativos. Temos de marcar posição e aproveitar as potencialidades da blogosfera pois é o único meio de comunicação que ninguém consegue dominar sendo efectivamente livre.

O 1.º de Maio e a situação dos trabalhadores da CMA


O 25 de Abril e a Democracia Local


domingo, abril 19, 2009

Saúde: um direito ou um negócio?


Na próxima 5.ª feira, dia 23 de Abril, pelas 21:00H, no auditório da Escola Secundária Cacilhas - Tejo, a Junta de Freguesia de Cacilhas vai realizar um debate que conta com a participação, já confirmada, de:
Bruno Dias, deputado do PCP;
João Semedo, deputado do BE;
Heloísa Apolónia, deputada do PEV;
Fernando Pena, deputado do CDS/PP;
Joaquim Judas, do MUSP - Movimento de Utentes dos Serviços Públicos.
Este é um tema que interessa a todos. Não faltes. Participa, apresenta a tua opinião. Coloca dúvidas. Enfim, vem reflectir connosco...

domingo, abril 12, 2009

Pontos negros do concelho de Almada

Ontem, dia 11 de Abril, o Bloco de Esquerda realizou um périplo por todo o concelho de Almada assinalando vários "pontos negros" da gestão autárquica mas, também, da política nacional.

Aqui ficam as imagens da iniciativa que se iniciou e terminou em Cacilhas.

quarta-feira, abril 08, 2009

Estacionamento autorizado - cartão da ECALMA


Exm.º Senhor Presidente
Da Assembleia de Freguesia de Cacilhas

Sobre o tema acima epigrafado enviei no passado dia 20 de Fevereiro do corrente ano, ao Exm.º Senhor Vereador do Urbanismo, Mobilidade e Fiscalização da Câmara Municipal de Almada, e também Presidente da ECALMA, José Manuel Gonçalves, um e-mail dando notícia do seguinte acontecimento:

É habitual ver, quase todos os dias, sobretudo ao entardecer, estacionado em frente à estação dos CTT, sobre o passeio da Av.ª 25 de Abril (em Cacilhas), impedindo a livre circulação dos transeuntes, entravando a saída dos residentes do número 41 e/ou dificultando o acesso à passadeira de peões que se encontra naquele local, um veículo que exibe o dístico que junto se anexa.

Este cartão, supostamente emitido pela Administração da ECALMA, afiança que o veículo em causa (que, todavia, não se encontra expressamente mencionado e dará para qualquer um pois a matrícula não figura como identificativo do carro) está autorizado a "aceder aos espaços de estacionamento sob gestão da empresa".

Embora, de então a esta parte, o veículo em causa não tenha sido por nós detectado em situação de idêntica infracção, consideramos que o esclarecimento deste assunto é importante.

Como tal, perante o silêncio do Senhor Vereador, vimos, nos termos do disposto na alínea g) do n.º 1 do artigo 17.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), por este meio, solicitar ao Senhor Presidente da Junta que se digne diligenciar junto dos competentes Serviços camarários e/ou da referida empresa municipal, no sentido de ser obtida resposta às perguntas a seguir enunciadas:

1) A ECALMA é, efectivamente, a entidade emissora destes títulos de autorização?

2) Que disposições regulamentares permitem a sua emissão?

3) Quais os requisitos indispensáveis à obtenção de dísticos desta natureza?

4) Que privilégios têm os titulares quanto ao estacionamento dos respectivos veículos?

Mais se requer nos seja comunicado, por escrito, no prazo estabelecido na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º do diploma atrás citado, qual foi o resultado entretanto obtido.

Com os melhores cumprimentos,
Cacilhas, 6 de Abril de 2009

Maria Ermelinda Toscano
Representante do Bloco de Esquerda

Parque da Margueirinha e Segurança Rodoviária

Exm.º Senhor Presidente
Da Assembleia de Freguesia de Cacilhas

Ambos os temas citados em epígrafe têm merecido a preocupação de todos os partidos representados nesta Assembleia de Freguesia, tendo até chegado a ser aprovadas, por unanimidade, várias moções sobre o assunto.

Todavia, está quase a fazer um ano que aquelas questões se levantaram pela primeira vez, tendo sido sucessivamente abordadas em todas as reuniões deste órgão deliberativo havidas desde então, sem que, todavia, lográssemos obter quaisquer resultados práticos.

Considerando que o assunto já está a ser analisado pelos Serviços de Trânsito da autarquia desde Maio de 2008, segundo então nos informou, por e-mail, o Sr. Vereador José Gonçalves, cumpre-nos, nos termos do disposto na alínea g) do n.º 1 do artigo 17.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), solicitar ao Senhor Presidente da Junta que se digne diligenciar junto dos competentes Serviços camarários no sentido de ser obtida resposta às perguntas a seguir enunciadas:

1) Os Serviços de Trânsito da CMA já analisaram, ou não, e porquê, as situações atrás descritas?

2) Em caso afirmativo, existe algum relatório contendo o resultado desse trabalho? Pode o mesmo ser facultado aos membros desta Assembleia?

3) Que justificação pode existir para continuar a manter aqueles dois lugares de estacionamento à entrada do mencionado Parque, sabendo que os mesmos, quando ocupados, retiram toda a visibilidade aos condutores que vão a sair?

4) Que razões, técnicas ou outras, impedem a autarquia de implantar medidas de acalmia de trânsito naquela artéria quando são já vários os despistes que resultaram do excesso de velocidade com que os automobilistas ali circulam?

Mais se requer nos seja comunicado, por escrito, no prazo estabelecido na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º do diploma atrás citado, qual foi o resultado entretanto obtido.

Com os melhores cumprimentos,
Cacilhas, 6 de Abril de 2009

Maria Ermelinda Toscano
Representante do Bloco de Esquerda

Recenseamento Eleitoral

Exm.º Senhor Presidente
Da Assembleia de Freguesia de Cacilhas

Na última reunião da Comissão Recenseadora de Cacilhas, realizada no passado dia 30 de Janeiro do corrente ano, destinada à apresentação sumária do novo regime jurídico do recenseamento eleitoral (implementado pela Lei n.º 47/2008, de 27 de Agosto), que veio consagrar medidas de simplificação e modernização no que se refere à actualização permanente da respectiva base de dados, foram apresentados diversos erros e omissões detectados nos registos efectuados nos cadernos eleitorais, os quais passaram a ser emitidos a nível central e são enviados para as freguesias em formato electrónico.

Em 2009 irão ocorrer três actos eleitorais, sendo que um deles está a escassos dois meses de acontecer, pelo que a fiabilidade dos dados contidos nos cadernos eleitorais não é de somenos importância, muito pelo contrário.

Face ao exposto, solicitamos a V.ª Ex.ª se digne interceder junto do Senhor Presidente da Junta no sentido de, nos termos do disposto na alínea g) do n.º 1 do artigo 17.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), lhe solicitar se digne responder às perguntas a seguir enunciadas:
1) Já foram ultrapassados todos os problemas enunciados na reunião da Comissão Recenseadora atrás referida (nomeadamente eleitores sem morada actualizada e registos omissos)? Se não, quais são os que persistem?
2) De que forma podem essas falhas ser resolvidas? Já foram encetadas algumas diligências nesse sentido?

Mais se requer que o esclarecimento seja prestado no imediato, no decorrer da Assembleia de Freguesia extraordinária realizada nesta data, ou, não sendo possível, nos seja comunicado, por escrito, no prazo estabelecido na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º do diploma atrás citado.

Com os melhores cumprimentos,

Cacilhas, 6 de Abril de 2009


Maria Ermelinda Toscano
Representante do Bloco de Esquerda

sexta-feira, março 13, 2009

E é esta uma autarquia de esquerda?

«A forma de contagem da pontuação relativa aos anos de 2004 a 2007 foi a veiculada pela solução interpretativa uniforme da Direcção-geral das Autarquias Locais de 24 de Novembro de 2008, devidamente homologada pelo Sr. Secretário e Estado Adjunto e da Administração Local»:

Sendo certo que a opção pela aplicação da orientação referida era a menos polémica por estar homologada pelo SEAAL, e com isso a autarquia se poder proteger apesar de a norma ser bastante injusta e prejudicial para os seus trabalhadores, também não nos podemos esquecer que várias foram as sugestões em sentido contrário, nomeadamente emitidas pela DGAEP (Direcção-geral da Administração e do Emprego Público) e pelo STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) através da emissão de pareceres jurídicos devidamente fundamentados.
Tanto assim foi que, em 30-1-2009, a DGAL resolveu comunicar, numa Reunião de Aperfeiçoamento Profissional (organizada pela ATAM – Associação dos Técnicos Administrativos Municipais) aquela que viria a ser a solução comunicada a todas as autarquias em 27-2-2009:
De que se deveria atribuir dois pontos (e não apenas um) por cada Muito Bom obtido em 2004 e 2005 no âmbito das classificações dadas ao abrigo do Decreto Regulamentar 44/88, de 16 de Dezembro, até um máximo de 25% do total de trabalhadores abrangidos (nos termos da Lei n.º 15/2006, de 26 de Abril).
Será necessário, portanto, questionar a CMA sobre se pensa corrigir as pontuações entretanto atribuídas e de que forma irá seleccionar a percentagem indicada.
Aplicando estas novas regras, existirão trabalhadores que podem estar em condições de ter mudado de posição remuneratória em 2008, merecendo receber retroactivos desde o dia 1 de Janeiro desse ano e ter a sua posição e nível remuneratório de integração no novo sistema de carreiras alterada para um reposicionamento mais justo e adequado ao seu desempenho efectivo.
Ou seja, quem teve MB em 2004 e 2005, cabendo na quota dos tais 25%, teria adquirido direito a mudar de escalão (as posições e níveis remuneratórios só entraram em vigor em 01-01-2009 em simultâneo com o RCTFP – Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas) pois satisfaz um dos requisitos do sistema regra (a obtenção de duas menções máximas consecutivas) – alínea a) do n.º 1 do artigo 47.º da LVCR.
Assim como quem obteve, por exemplo, 1 MB em 2005, 2006 e 2007, deveria ter mudado de escalão – segundo a regra da alínea b) do n.º 1 do artigo 47.º da LVCR.
Caso não venha a rever as pontuações atribuídas, a CMA está a negar um direito aos seus trabalhadores e esta situação deverá ser denunciada.
Tal como em 2009, quem teve REGULAR em 2004 e 2005 e BOM entre 2006 e 2008 perfaz as condições exigidas na alínea c) do artigo 47.º da LVCR.
Todavia, é bom de lembrar mais uma vez, a Presidente da CMA ao decidir não atribuir uma verba para os encargos decorrentes das alterações de posicionamento remuneratório (por seu despacho de 23-01-2009) está, simplesmente, a impedir o cumprimento de uma disposição legal obrigatória (as normas do sistema regra constante do já vastamente citado artigo 47.º da LVCR):
Além das atrás exemplificadas, ficarão impedidos de subir para a posição e nível remuneratório seguintes, todos os trabalhadores que possam ter conseguido obter dez pontos entre 2004 e 2008, depois da aplicação da regra de 3 pontos por cada menção máxima (MB em 2004 e 2005, se tiver cabido na quota dos 25%, e Excelente de 2006 em diante); 2 pontos por cada menção imediatamente inferior à máxima (BOM em 2004 e 2005 e MB de 2006 em diante); 1 ponto por cada menção imediatamente inferior à anterior desde que positiva (REGULAR em 2004 e 2005 e BOM de 2006 em diante) e 1 ponto negativo por cada menção correspondente ao mais baixo nível de avaliação.

Querem enganar quem?

«Já foi elaborada a lista nominativa, respeitando todos os requisitos legais, a qual foi objecto de comunicação, através de carta…»:

Ainda hoje há trabalhadores que não foram notificados. E, como oportunamente denunciámos, a notificação feita enfermava de vários vícios legais (os quais desconhecemos se foram, entretanto, corrigidos após o período de suspensão do envio destas cartas aos trabalhadores e retomado que foi o seu envio).
Entre as infracções cometidas contava-se a não indicação do prazo para reclamação da pontuação atribuída.

Como prejudicar os trabalhadores numa só lição!

«O Município optou pelo critério gestionário, conforme despacho n.º 8/2009, de 23 de Janeiro, pelo que não se encontra prevista, de momento, no orçamento qualquer dotação para alteração de posicionamentos remuneratório»:

É confrangedora a confusão de conceitos na medida em que o acto referido diz respeito à orçamentação e gestão das despesas com pessoal (artigo 7.º da LVCR) enquanto o critério gestionário é o que consta do artigo 46.º do citado diploma. E, também, é notória a displicência na redacção da resposta pois entre a suposta apresentação da causa (opção pelo critério gestionário) e do seu efeito (não dotação orçamental), não existe qualquer nexo.
Pegando, agora, no teor do Despacho acima identificado (que afecta 21.902.776€ para despesas com pessoal, sendo 20.618.971€ para os trabalhadores em exercício de funções e 1.283.805€ para prover às novas contratações) temos a dizer o seguinte:
Sabendo nós que o Orçamento da CMA para 2009 tem previsto na rubrica 01.01 (despesas com pessoal) a quantia global de 28.808.592,00€, facilmente deduzimos que a Presidente da CMA deixou disponível a quantia de 6.905.816€.
Além de não dar cumprimento na íntegra ao disposto no n.º 1 do artigo 7.º da LVCR (faltando-lhe indicar as verbas afectas à atribuição de prémios de desempenho) deixa “sem destino aparente” uma fatia considerável do orçamento das despesas com pessoal. Considerando que, nos termos do POCAL, é proibido empolar as dotações das rubricas orçamentais é caso para perguntar, quais foram as razões desta medida.
E mais estranho nos parece, ainda, a decisão da Presidente da CMA de “congelar” as alterações de reposicionamento remuneratório dos trabalhadores da autarquia ao decidir não fixar qualquer dotação para esse efeito.
É preciso que todos estejamos conscientes das consequências desta opção política da Presidente da CMA:
Embora possam satisfazer todos os requisitos para mudar de posição e nível remuneratório, os trabalhadores da CMA estão, por enquanto, durante 2009, impedidos de ver o seu vencimento subir, o que é extremamente injusto.
Mesmo que satisfaçam os requisitos do sistema regra obrigatório (previsto no artigo 47.º da LVCR), os serviços não poderão proceder à respectiva alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores, pois encontram-se impedidos face ao poder discricionário do despacho da senhora Presidente da CMA.

Se isto não é apoiar a precariedade...

«O aumento da mesma rubrica [contratos de prestação de serviços] no Departamento de Educação e Cultura, destina-se a suportar as despesas relativas ao alargamento do horário pré-escolar»:

A justificação apresentada parece-nos ser contraditória e sem base de sustentação porque: se o motivo é, de facto, o indicado, trata-se de uma necessidade, ao que tudo indica, de carácter permanente, pois o largamento do horário em causa é definitivo e não temporário.
Assim sendo, não se percebe qual é a razão para contratar tarefeiros e/ou avençados em vez de se recorrer à contratação a termo resolutivo e/ou à abertura de concurso para celebração de contratos de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, como nos parece ser o mais adequado.

Será só incompetência?

«O mapa de pessoal encontra-se disponível nos serviços, por afixação, e no site do Município»:

Está, de facto, a ser cumprida a regra da publicitação. Todavia, o mapa de pessoal afixado contém imprecisões graves pois não respeita o disposto no artigo 5.º da LVCR, e que a seguir se transcreve:
Os mapas de pessoal contêm a indicação do número de postos de trabalho de que o órgão ou serviço carece para o desenvolvimento das respectivas actividades, caracterizados em função:
a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;
b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondam;
c) Dentro de cada carreira e, ou, categoria, quando imprescindível, da área de formação académica ou profissional de que o seu ocupante deva ser titular.
Nos órgãos e serviços desconcentrados, os mapas de pessoal são desdobrados em tantos mapas quantas as unidades orgânicas desconcentradas.

Qual é, afinal, o objectivo?

«Em 2008 foram abertos 35 concursos de promoção reunidas as condições legais para o efeito, na sequência do termo da limitação ao aumento das despesas com pessoal constantes dos orçamentos de Estado»:

Sobre esta matéria, convém lembrar que as progressões (mudança de escalão na mesma categoria) estiveram “congeladas” desde 30 de Agosto de 2005 (n.º 1 do artigo 1.º da Lei n.º 43/2005, de 29 de Agosto, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 53-C/2006, de 29 de Dezembro).
Quanto às promoções (passagem à categoria seguinte), elas nunca estiveram, efectivamente, proibidas por lei.
Tão só e apenas se poderá dizer que, atentos ao disposto no artigo 17.º da Lei n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro (que aprovou o OE para 2006), as despesas com o pessoal das autarquias locais (nelas incluídas os encargos com os funcionários e agentes, contratados a termo, avençados e tarefeiros) estavam limitadas aos níveis verificados em 2005, excepto nas situações relacionadas com o aumento dos funcionários públicos e a transferência de competências da Administração Central.
Situação esta que, contudo, não teve continuidade nos anos seguintes, pois:
A Lei 53-A/2006, de 29 de Dezembro (que aprovou o OE para 2007), impõe restrições na admissão de pessoal mas refere-se à Administração Central e não às autarquias;
A Lei n.º 67-A/2007, de 31 de Dezembro (que aprovou o OE para 2008), mantém a suspensão dos destacamentos, requisições e transferências e bem assim como quaisquer alterações aos quadros de pessoal, excepção feita à implementação da reforma dos vínculos, carreiras e remunerações.

Saberão que existe?

«Os contratos a termo resolutivo certo celebrados pelo Município obedeceram à legislação em vigor, ao Decreto-Lei n.º 184/89, de 2 de Junho e Decreto-Lei n.º 409/91, de 17 de Outubro»:

Denota-se alguma confusão na citação da fundamentação legal. Utiliza-se terminologia actual (contratos a termo resolutivo) embora seja citada legislação que ainda não previa esta figura contratual, mas uma sua similar (contratos a termo certo).
Apesar de os diplomas referidos não terem sido revogados, certo é que o regime jurídico do contrato de trabalho na Administração Pública rege-se pela Lei n.º 23/2004, de 22 de Junho, a qual nunca foi referida, o que configura um lapso, no mínimo, estranho.

Até onde vai a prepotência

«A cessação dos contratos de prestação de serviços não implica legalmente a alegação de qualquer fundamentação já que, sendo celebrados nos termos da lei, impõe a mesma, que a sua cessação se faça a todo o tempo e sem necessidade de invocação de razões»:

Sendo verídico que os CPS podem ser terminados a todo o tempo, bastando para o efeito que se cumpra o aviso prévio de sessenta dias, o que a lei refere é a dispensa de indemnização e não a ausência de justificação.
Assim sendo, a quando da reapreciação dos CPS (uma imposição legal estabelecida pelo disposto no artigo 94.º da LVCR, que entrou em vigor no dia 1 de Março de 2008), era obrigação da CMA fundamentar o acto decisório de renovação e/ou cessação de cada um dos contratos existentes (tarefa e/ou avença).
Acresce a esta condição, aquele que é um dever da Administração – o de fundamentar todos os seus actos, conforme assim o determina o artigo 124.º do CPA (Código do Procedimento Administrativo).

Mapa de pessoal, afinal o que é?

«O quadro de pessoal é único sem afectação especial a este ou aquele serviço»:

Além da utilização de terminologia inadequada (hoje temos “mapas de pessoal” e não quadros de pessoal) esta afirmação incorre numa irregularidade, na medida em que, nos termos do disposto no artigo 5.º da LVCR (lei dos vínculos, carreiras e remunerações – Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro) os mapas de pessoal devem ser caracterizados em função das atribuições, competências e actividades do órgão/serviço, e devem indicar o cargo ou carreira/categoria do ocupante de cada posto de trabalho além de informarem quais são as suas habilitações académicas e/ou profissionais.