sexta-feira, julho 31, 2009

Autárquicas 2009 - Compromisso eleitoral

1. O primeiro compromisso a que os candidatos/as autárquicos do Bloco estão vinculados é com os respectivos programas eleitorais, que deverão articular o combate às políticas liberais do governo com as razões e as propostas que configuram a alternativa de esquerda para os municípios e freguesias onde se candidatam. Deste modo, os eleitos/as do Bloco, nomeadamente no exercício de funções executivas, têm a obrigação expressa de garantir a autonomia política da sua representação (total liberdade de voto) e de assegurarem a defesa dos respectivos programas eleitorais.

2. Os eleitos/as nas listas do Bloco comprometem-se:
a) A exercer um mandato em luta pelo rigor, transparência e participação cidadã em todos os âmbitos da vida autárquica;
b) A denunciar e combater activamente a corrupção e o clientelismo nas autarquias;
c) A defender intransigentemente o interesse público em todas as deliberações e no debate político em geral;
d) A lutar pela propriedade pública da água e energia;
e) A levantar a centralidade dos princípios da sustentabilidade social e ambiental, a combater todo o tipo de desigualdades, de descriminações e de injustiças, a predação do território e o favorecimento da especulação fundiária e imobiliária.

3. Os eleitos/as nas listas do Bloco rejeitarão qualquer acordo pós-eleitoral com a direita e não contribuirão para a viabilização de maiorias que incluam a direita, bem como partidos que promovam políticas anti-sociais, privatizações e/ou a eliminação de serviços públicos e que, de algum modo, tenham estado associados a situações de clientelismo ou corrupção.

4. Os eleitos/as pelo Bloco, quando em minoria, só aceitarão responsabilidades em executivos locais se for garantida total autonomia política para lutarem pela aplicação dos respectivos programas eleitorais, com uma conjugação de forças representativa e sem promover exclusões na esquerda.

5. Os eleitos/as nas listas do BE avaliam a todo o tempo, em conjunto com as respectivas coordenadoras concelhias, qualquer decisão sobre participação em executivos municipais ou de freguesia, ficando essa deliberação sujeita a ratificação das Coordenadoras Distritais e da Mesa Nacional.

sexta-feira, julho 17, 2009

Resumo da AF de 15-07-2009

Local: café do Sport Almada e Figueirinhas (que, curiosamente, continuou a funcionar como se não estivesse ali a decorrer a Assembleia de Freguesia, com clientes a entrar e a sair, alguns a conversar à porta em voz alta, enfim...).

Ponto único – Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz.

No público estavam cerca de uma dezena de moradores.

Em representação da CMA apareceu, afinal, o Arq.º Ricardo Carneiro, assessor do vereador José Gonçalves, que fez uma breve explicação do processo, desde o seu início em 2003, quando a autarquia lançou o concurso de ideias, passando pela contratação da equipa vencedora (2004), à apresentação da visão estratégica num fórum de participação (2007) até à aprovação final do Estudo de Enquadramento Estratégico (2008) e dos Termos de Referência (2009) – o 1.º momento formal de início do plano. Até aqui, nada de novo!

No final desta primeira intervenção, o Arq.º Ricardo Carneiro esclareceu que nenhum prédio ia ser demolido e que o vereador José Gonçalves até já enviara uma carta a todos os moradores dos n.ºs 88 a 92 garantindo isso mesmo. Ou seja, mesmo esta informação não foi novidade – todos os presentes já dela sabiam, inclusive os membros da AF pois o Presidente da Junta assim os esclarecera durante a última sessão ordinária.

Mais disse que, toda a polémica surgira em virtude de as peças desenhadas fazerem essa referência, mas essa nunca fora uma hipótese a colocar em plano, pelo que os moradores podiam estar descansados. O Estudo de Enquadramento Estratégico não tinha força de lei e tratava-se, apenas, de um conjunto de propostas.

Três moradores usaram da palavra: um leu uma intervenção escrita que, presumo, fosse a posição da “comissão de acompanhamento” que elegeram para acompanhar o processo, congratulando-se pela resolução do caso, tecendo alguns elogios à forma como a CMA actuara e, entre outras questões, perguntando sobre as datas de concretização das diferentes fases do processo; outro falou nuns contentores colocados junto ao pinheiro na entrada do castelo e perguntou se as obras já iam começar? E, finalmente, uma residente, de plantas na mão, perguntou se, então, o plano ia ser alterado já que ali no desenho estavam previstas as demolições.

O Arq.º Ricardo Carneiro respondeu que sobre as datas nada podia adiantar. A CMA ainda não se pronunciara sobre o Estudo Prévio entregue pela equipa que vai elaborar o plano e, consequentemente, não se podia prever prazos concretos. Acerca dos contentores disse que de nada sabia mas ia averiguar. E esclareceu, ainda, que nem todos os edifícios contidos no perímetro do plano teriam de ser, obrigatoriamente, intervencionados. Demolições não iam haver, era uma certeza, mas poderia acontecer requalificação, ou não. Por enquanto não havia projecto final. O que os moradores tinham a fazer era continuar a acompanhar o processo como até aqui.

O Reinaldo Marujo (CDU) interveio, não para colocar questões sobre o que o representante da CMA dissera mas para trazer à discussão o que se passara na Assembleia de Freguesia de 22-04-2009 e para criticar a posição do BE e do PS, em particular aquilo que eu dissera então, referindo-se, sobretudo, às acusações que eu fizera num artigo do Notícias de Almada e que até haviam levado ao seu pedido de demissão como coordenador da Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas, pela falta de confiança que sentiu na altura. Salientou que se sentira muito ofendido – na sua opinião, em política não vale tudo e por isso se sentia tão indignado. Terminou dizendo que a CMA e a JFC tinham tido um excelente trabalho e congratulava-se por os prédios afinal não irem ser demolidos.

A partir daqui o assunto deixou de ser o Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz e passou a ser o conteúdo do artigo que eu escrevera para o Notícias de Almada.

Pedi a palavra para perguntar ao Arq.º Ricardo Carneiro, porque razão a CMA, sabendo que o “modos processual” destes instrumentos de planeamento é complexo, colocou à discussão pública os Termos de Referência e o Estudo de Enquadramento Estratégico, acompanhado das peças desenhadas, sem uma explicação adicional sobre, por exemplo, a não vinculação das hipóteses avançadas (da demolição) e esclarecendo que as propostas não eram definitivas, careciam de confirmação em plano, etc. etc., tal como aqui ele acabara de fazer. Informei que considerava haver na atitude da câmara muita falta de transparência e que, se tivessem sido cumpridos os pressupostos do “direito à informação” ter-se-iam evitado muitas confusões, dúvidas e mal-entendidos.

O Noronha (CDU) entendeu que esta minha pergunta era a demonstração de que todos, à excepção do BE, eram uns ignorantes e que a forma como estava a falar sobre o assunto era como se o BE se estivesse a retratar, numa clara assumpção de que me precipitara nas acusações que então fizera, facto pelo qual se congratulava.

Pedi a palavra para dizer, apenas, que não estávamos ali a brincar e que o assunto da reunião era demasiado sério para responder à letra. Por isso, preferia não comentar e solicitei que se avançasse na discussão que ali nos levara.

O Manuel Baptista (PS) mostrou-se indignado com a CDU e o PSD pela forma como estavam a conduzir o problema e esclareceu que aquilo que movia o seu partido era o interesse dos moradores e não mero aproveitamento político como estes partidos estavam a fazer crer. O futuro nos diria quem, afinal, tinha razão.

O Presidente da AF (Miguel Salvado – PSD) interveio para falar, quase em exclusivo, do teor do meu artigo no Notícias de Almada, dizendo que aquilo eram só mentiras e que também se sentira muito ofendido. Mas ficava muito satisfeito por perceber que eu já estava arrependida do que dissera. Depois tentou lançar a suspeita de que com o novo executivo saído das eleições de 11 de Outubro, a carta do vereador poderia nada valer.

Voltei a pedir a palavra para esclarecer que não estava arrependida do que escrevera e que lamentava o facto de em vez de se estar a discutir o assunto da Ordem de Trabalhos se estivesse a falar de um artigo com mais de dois meses e que já fora sobejamente falado em Assembleias de Freguesia anteriores. E perguntei se, afinal, o problema era eu ter referido que, em Cacilhas, o PSD e a CDU tinham um acordo/parceria/aliança/coligação ou lá o que fosse, integrando ambos o executivo?

José Grosso (PS) referiu que era sua convicção de que os prédios não iriam, de facto, ser demolidos. Mas questionava: se aqueles desenhos não passavam de meros “papéis de trabalho”, sem qualquer aplicação prática, porque é que foram dados a conhecer à população? Por que se provocou esta angústia nas pessoas? E se depois de dia 22 de Abril a CMA tinha sido tão célere a resolver o problema, porque não o fora antes deixando o processo arrastar-se anos?

O presidente da Junta de Freguesia (Carlos Leal) agradeceu aos moradores a paciência para estarem a ouvir discussões políticas e lembrou à Assembleia que era bom não se desviarem do assunto principal. Disse que deveríamos ter em conta que este plano era muito importante para o concelho e para Cacilhas, em particular. Referiu que a presidente da CMA não era nenhum Valentim Loureiro nem nenhuma Fátima Felgueiras. Era uma mulher de palavra e o que dizia cumpria. Por isso, se ela prometia que os prédios não iam ser demolidos era porque não iriam mesmo. Daí não admitir que fossem aqui lançadas mais achas para a fogueira colocando em dúvida o cumprimento desta decisão após o dia 11 de Outubro.

Continuando a sua intervenção, e como não podia deixar de ser, o assunto lá foi encaminhado para o meu artigo no Notícias de Almada, cujo teor muito o indignara e que só demonstrava a imaturidade política do Bloco de Esquerda. Mas tirara uma grande lição de tudo isto. E, a partir de agora, passaria a proceder de outra forma. Antes limitara-se a ser burocrata, cumprira os termos da lei e mais nada, mas como isso fora insuficiente, passaria a comunicar à Assembleia de Freguesia para se fazer, previamente e não no fim, o que se estava ali a fazer (uma apresentação e discussão pública).

O Arquitecto Ricardo Carneiro assegurou que tudo se passara com transparência e rigor. Dizer o contrário era mentira. A CMA cumprira todos os preceitos da lei e até os excedera, pois em lado nenhum se fala dos fóruns de participação e a autarquia, sobre este assunto do Almaraz, promovera vários ao longo destes últimos 4 anos. Todos foram informados (população e autarcas). Ninguém podia dizer o contrário, nomeadamente os eleitos da Assembleia Municipal e da Assembleia de Freguesia de Cacilhas com quem haviam sido feitas reuniões de discussão do Plano da Quinta do Almaraz.

Voltei a intervir para esclarecer que, não tendo eu faltado nunca a nenhuma Assembleia de Freguesia nem sequer a qualquer reunião da Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas, podia afirmar, com toda a certeza, que os eleitos da freguesia nunca haviam sido informados sobre o decorrer deste processo. Apenas a CARC tivera uma reunião na CMA, com o senhor arquitecto, mas para falar dos vários projectos com incidência na freguesia e nunca fora efectuada a leitura de quaisquer mapas, nomeadamente das peças desenhadas do Estudo Estratégico em causa.

Mais disse, ainda, que no último fórum de participação (em 20-10-2007, nos Bombeiros Voluntários de Cacilhas), no qual fora apresentada a visão estratégica da autarquia para a Quinta do Almaraz, e que correspondia ao EEE da equipa do arquitecto Samuel, e onde eu estivera presente, colocara várias questões que não haviam sido respondidas. E não falara sobre esta questão das demolições porque as plantas eram projectadas a uma distância impossível de perceber o geral, quanto mais os pormenores. E o assunto nunca fora aflorado pelos técnicos nem pela senhora presidente, como eu podia comprovar pelos vídeos que gravara da sessão e ainda no dia anterior estivera a ouvir.

Por isso, afirmei, dizer que houve informação mais do que suficiente e transparência neste processo é uma falácia.

O Presidente da Junta mostrou-se indignadíssimo com o que acabara de ouvir. Deturpando tudo o que eu falara, esqueceu-se do que acabara de prometer, e disse, dirigindo-se a mim, que se eu achava que ele, de cada vez que recebesse um aviso da CMA, iria enviar os documentos para o presidente da AF informar os membros da Assembleia, eu estava muito enganada. Essa não era a sua função. Era o que faltava...

O representante dos moradores pediu a palavra para ler partes do meu artigo no Notícias de Almada, terminando com a seguinte acusação: “Não é assim que se faz política. Isto é tudo mentira.”

O Presidente da Junta (Carlos Leal) depois de ouvir aquela leitura, disse que não existia nenhum pacto entre PSD e CDU. Estavam ambos no executivo sim, por acordo entre as partes, e até funcionavam muito bem. Aliás, até à data todas as decisões haviam sido assumidas por unanimidade.

O Arquitecto Ricardo Carneiro fez a intervenção final insistindo na tónica do comportamento exemplar da autarquia, que até se excedera em relação aos procedimentos legalmente exigidos em matéria de transparência. Tudo fora informado a tempo e horas. Só não soubera da informação quem não quisera. Só não participou quem resolveu ficar indiferente, e não porque não tivesse elementos suficientes ao seu dispor.

A reunião terminou às 23H.



NOTAS FINAIS:

Tentei ser, na descrição acima apresentada, o mais isenta possível. Obviamente que muito mais foi dito. Mas aqui ficou o essencial. E dá para nos apercebermos de que, não tendo havido nada de novo a comunicar aos moradores, nem tão pouco aos autarcas presentes, aquela reunião acabou por servir apenas para a CDU e o PSD, repescando o papel de vítimas ofendidas depois da sessão da AFC de 22-04-2009, atacarem o PS e, em particular, o BE e a sua autarca, em função do conteúdo de um artigo de opinião com mais de dois meses e suficientemente debatido naquele órgão autárquico.

Aliás, sendo a sua indignação genuína e tendo até os visados (Presidente da AF, Presidente da Junta e Coordenador da CARC) afirmado, na reunião da AF de Cacilhas realizada em 05-05-2009 que iam subscrever uma carta a enviar ao jornal a fazer um desmentido para desmascarar as mentiras que haviam sido ditas, estranho é que, afinal, o não tivessem feito e, dois meses mais tarde, venham, de novo, fazer o papel de “virgens ofendidas”.

É de lamentar, sim, a forma leviana como a CDU e o PSD resolveram deturpar o sentido das frases que proferi reinterpretando-as a seu bel-prazer. Será que, doravante, sempre que se falar no Almaraz, vamos ter cenas destas? Fazer política é, então, para aqueles partidos, este circo em que se têm transformado as sessões deste órgão autárquico?

Já não se pode ter opinião? Quererão a CDU e o PSD que volte a haver censura? Depois do que se passou na sessão de 05-05-2009, e de o Presidente da Junta ter perdido a compostura verbal, o que mereceu um pedido de desculpas pessoais no final da sessão, voltar a este assunto só pode mesmo ser pura demagogia e eleitoralismo do mais baixo nível. Ou será que pretendiam que a eleita do BE reagisse de forma intempestiva para, depois, a acusarem de "desvario político" ou coisa que o valha?

E onde estão as provas concretas de que as afirmações por mim proferidas eram mentira? É que não basta dizê-lo. É preciso prová-lo! E de forma convincente.

Pensarão estes senhores que o facto de se sentirem ofendidos (e estão no seu direito, ninguém o nega), a expressão da sua indignação pode ser ofender, de forma gratuita, quem, supostamente, os ofendeu? É assim que entendem a ética política?

Julgarão aqueles dois partidos que, assim, branqueiam a sua própria incoerência?:
O PSD, com a sua alegada “política da verdade”, mas que em campanha esconde dos seus eleitores acordos de bastidores para partilha da cadeira do poder com um dos seus maiores adversários?
A CDU, que se alardeia guardiã da moral e da ética política, mas que até nem se importa nada de se juntar à direita que diz combater de forma intransigente só para não perder a maioria absoluta que tanto condena nos outros?

Muitas mais perguntas haverá para fazer. Mas fico-me por aqui que estas já têm matéria suficiente para reflexão.

sábado, junho 27, 2009

Resumo da AF de 25-06-2009

No público estiveram presentes oito pessoas.

No período Aberto ao Público, intervieram dois moradores solicitando esclarecimentos sobre a questão do Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz.

O Presidente da Assembleia informou os presentes de que se iria realizar uma reunião extraordinária na 1.ª quinzena de Julho, estando-se apenas à espera da confirmação do senhor vereador.

O Presidente da Junta esclareceu que a senhora Presidente da CMA já tinha prometido, publicamente, que não iam haver demolições. Em breve ia seguir um ofício a todos os moradores informando dessa decisão. E de seguida esclareceu quais haviam sido as diligências do executivo da Junta no sentido de esclarecer a situação, dando nota, nomeadamente, da reunião realizada com os arquitectos Paulo Pardelha e Ricardo Carneiro onde ficara a saber que a demolição não estava na ordem do dia e que o novo projecto do arquitecto Samuel já não previa quaisquer demolições.

No período Antes da Ordem do Dia, apenas o BE apresentou moções:
Eleições Europeias e Recenseamento Eleitoral – Aprovada por unanimidade;
Videovigilância no MST – Aprovada por unanimidade;
Transparência na Gestão Autárquica e Direito à Informação – Rejeitada por maioria, com a seguinte votação: 5 votos a favor (BE e PS); 6 votos contra (CDU) e 2 abstenções (PSD).

As principais objecções ao conteúdo da moção sobre a transparência prenderam-se com o facto de ela ser generalista, sem a apresentação de casos concretos de incumprimento e, portanto, sem que fosse possível avaliar a justiça das recomendações as quais eram uma decorrência da lei (CDU) e porque não seria aquele o sítio certo para a apresentar na medida em que o executivo da JFC sempre se esforçara por responder às solicitações dos membros da AF (PSD). O Presidente da AF afirmou mesmo que se a moção fosse apresentada na Assembleia Municipal não teriam problema em votar a favor, mas ali tinham sérias dúvidas.

Pedi a palavra e esclareci que a moção fora feita de forma genérica porque se tratava de condenar uma atitude comum a quase todas as autarquias do concelho e não valia a pena citar casos concretos. Mas se os queriam exemplos que não fosse por isso: e indiquei o caso da CMA (bastava irem ao portal on-line da AMA para verificarem quantos requerimentos lá estavam, alguns há mais de dois meses e sem qualquer resposta) e o da Junta de Freguesia de Cacilhas, para não ir mais longe – e da entrega que fizera, naquela reunião, de dois requerimentos a solicitar a resposta a dois outros que passados cerca de quinze dias após o prazo legal ainda não haviam sido respondidos.

Na moção sobre as eleições europeias, aceitei a sugestão de introduzir uma nova alínea com um louvor às restantes funcionárias da JFC que tiveram um acréscimo de trabalho para permitir que a responsável da base de dados do recenseamento eleitoral estivesse em dedicação exclusiva a esse assunto.

Ainda neste período foram apresentadas pelas bancadas da CDU, PS e PSD alguns problemas locais: ruído do MST, pombos, decréscimo da qualidade da limpeza das ruas, recuperação urbana, degradação do terminal 2 da TT, venda ambulante de fruta não autorizada no cais de Cacilhas, actuação discriminatória dos fiscais da ECALAMA, etc.

O Presidente da JFC prestou alguns esclarecimentos, nomeadamente sobre: pombos (que já não era só uma questão de limpeza mas, também, de saúde pública) – iam ter uma reunião com o vereador responsável pelo pelouro; venda ambulante – estavam a apensar convocar uma reunião com a ASAE, Polícia, Delegado de Saúde e CMA.

No período da Ordem do Dia coloquei diversas questões sobre o documento apresentado pela Junta de Freguesia, tendo obtido alguns esclarecimentos:
Questão 1
A verba refere-se à contrapartida financeira que a JFC recebe dos SMAS pela execução descentralizada das cobranças daquele sector. O Presidente da Junta informou, ainda de que pretendiam rever o respectivo protocolo (que datava de há três mandatos atrás) no sentido de aumentar esta quantia.
Questão 2
A verba refere ao pagamento do técnico revisor oficial de contas.
Questão 3
O subsídio não fora ainda atribuído porque os BVC não tinham entregue, ainda, o protocolo para o corrente ano assinado. O dinheiro destina-se a apoiar as actividades e equipamentos da fanfarra.
Questão 4
Ser-me-á entregue, posteriormente, uma lista descriminada.
Questão 5
As quantias dizem respeito aos contratos na área de conservação das instalações (ar condicionado) e apoio informático (software).
Questão 6
A contrapartida é o acesso a estudos específicos e de apoio à gestão. Por exemplo, quando estiver concluído o trabalho sobre o emprego será entregue um relatório, que poderá ser enviado, também, à AF.
Questão 7
Foram corrigidas, sobretudo, situações de buracos nos passeios. E, também o calabouço na Praça Gil Vicente que estava mal sinalizado e oferecia perigo para a segurança dos transeuntes. Entretanto, detectadas novas iriam insistir de novo com a empresa concessionária.
Questão 8
Brevemente será entregue aos membros da AF uma informação sobre o assunto.
Questão 9
O debate foi muito fraco. Teve, apenas, a participação de cerca de dez pessoas além dos membros da Mesa. Ainda assim acabou por se ficar à conversa, de forma informal, tendo-se reflectido sobre uma série de situações importantes. Brevemente iriam enviar-nos um documento contendo as principais conclusões.
Questão 10
A página da JFC tinha um novo endereço. Ficou, então, estabelecido que seria importante o antigo ter um encaminhamento imediato para o novo portal, além de que seria curial proceder à sua divulgação.
Questões 11, 12 e 13
Para já não está definida no âmbito da CSIFACC nenhuma estratégia até porque, em termos logísticos, não existem meios, sobretudo humanos. Mas a JFC está atenta e pretende concertar posições nomeadamente com as IPSS existentes na área da freguesia pois estão conscientes de que em Cacilhas existem muitos mais idosos do que os onze sinalizados.

Finalmente, foram distribuídas duas actas atrasadas (de Dezembro e Abril) mas a sua aprovação transitou para a próxima reunião extraordinária.

O Presidente da AF ficou, ainda, de agendar uma reunião da Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas até ao próximo dia 15 de Julho.


A Representante do Bloco de Esquerda
Ermelinda Toscano

Parecer sobre Informação do 2.º trimestre de 2009

Não podemos deixar de começar por referir o facto de, incompreensivelmente, este documento aparecer sem as páginas numeradas, além de não incluir um índice de matérias, o que dificulta a localização dos dados a citar, apesar de o seu equivalente anual (o Relatório e Contas) ser apresentado de forma correcta.

Por outro lado, voltamos a insistir em que a informação contabilística disponibilizada é densa demais, em detrimento da descrição efectiva das actividades que se apresenta demasiado resumida.

Em relação ao conteúdo do documento em apreço temos as seguintes questões a apresentar:

1. Sobre a execução orçamental da receita – qual é a origem da rubrica “Venda de Bens e Serviços Correntes - Serviços Específicos das Autarquias – Outros – S.M.A.S”, cuja dotação previsível de 11.448,45 euros se encontra integralmente por cobrar?

2. Sobre o controlo orçamental da despesa – na Administração Autárquica é apresentada na rubrica “Estudos, pareceres, projectos e consultadoria” o compromisso já assumido e liquidado de 1.835,10 euros. A que se refere, exactamente?

3. Ainda no controlo orçamental da despesa e na Administração Autárquica também, gostaríamos de saber as razões pelas quais ainda não foram assumidos os compromissos, contabilisticamente falando, referentes às transferências correntes para as instituições sem fins lucrativos devidamente dotadas no orçamento, nomeadamente para os Bombeiros Voluntários de Cacilhas – 4.000 euros? E quanto a esta verba, e não querendo com a nossa pergunta estar a levantar qualquer dúvida sobre a justiça desta atribuição, a que se destina o dinheiro em causa?

4. Continuando no controlo orçamental da despesa, desta feita no sector da Secretaria e Administração Geral – a que se referem, exactamente, as rubricas dos “Outros suplementos e prémios” e, em particular, a dos “Outros abonos em numerário ou espécie”, pela qual já foram liquidados cerca de 92% (2.678,99 euros) e 45% (3.619,09 euros) das respectivas dotações globais?
Assim como, no Sector do Equipamento Urbano, Ambiente e Saneamento Básico, para a mesma classificação económica da despesa acima referida, os valores de 1.361,12 euros e 739,20 euros, de “Outros suplementos e prémios” e “Outros abonos em numerário ou espécie”, respectivamente.

5. Finalmente, a que se referem as quantias de 2.808,76 euros e de 1.143,60 euros pagas a título de assistência técnica e outros trabalhos especializados, respectivamente, no Sector da Secretaria e Administração Geral?

Quanto à designada Actividade Directa

6. Na página 1 – é dito que a Junta de Freguesia paga uma quota anual de 500 euros à “Novalmadavelha” – Agência de Desenvolvimento Local. Quais são as contrapartidas obtidas?

7. Na página 3 – é afirmado que a JFC acompanhou a correcção das “anomalias verificadas ao longo do espaço canal do MST”. Considerando que existem, ainda, muitas por corrigir, nomeadamente a colocação de vários pilaretes de ferro derrubados, a que anomalias se está o executivo a referir? E porque foram corrigidas umas e outras não?

8. Ainda na página 3 – quantos alvarás de licença de ocupação do espaço público de estabelecimentos de restauração foram aprovados?

9. Na página 4 – como não pudemos assistir ao debate sobre “Os jovens e a Europa” gostaríamos de saber alguma informação resumida sobre como o mesmo decorreu.

10. Na página 5 – é afirmado que se concluiu a “reformulação do site da Junta de Freguesia”. Todavia, no dia 24.06.2009, consultado o endereço http://www.jfcacilhas.com constatámos que, contudo, tudo continua na mesma: aspecto gráfico e conteúdos desactualizados, em relação às actividades e no que se refere à composição do executivo onde ainda se indica a Celeste Amorim, como responsável pelo pelouro da cultura, recentemente falecida e substituída por Amílcar Almeida em 06.04.2009. Afinal que reformulação foi esta? Para quando a actualização de conteúdos, nomeadamente a disponibilização das actas do órgão deliberativo e dos documentos previsionais (orçamento) e de prestação de contas?

Finalmente, algumas questões sobre a “Apresentação dos Resultados do Inquérito realizado pela Comissão Social Inter-Freguesias de Almada, Cacilhas e Cova da Piedade:

11. Considerando que o objectivo de identificar os “idosos que se encontravam sós” não foi alcançado, como é dito nas conclusões, que pensa a CSIFACC fazer de seguida? Existem estratégias definidas para suprir as deficiências detectadas?

12. Uma das razões apontadas para não se ter conseguido atingir aquele objectivo foi a do “desconhecimento dos recursos existentes na comunidade”. Vão ser tomadas algumas medidas no sentido de fazer chegar essa informação à população idosa?

13. Na Freguesia de Cacilhas são referenciadas 11 pessoas idosas (mulheres) vivendo sós. Todos estes casos necessitam de apoio institucional? Como se está a processar o respectivo acompanhamento?

Cacilhas, 25 de Junho de 2009

Maria Ermelinda Toscano,
A Representante do Bloco de Esquerda

Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz

Exm.º Senhor Presidente
Da Assembleia de Freguesia de Cacilhas


Na Assembleia de Freguesia realizada no passado dia 5 de Maio, entregou o Bloco de Esquerda um requerimento solicitando o esclarecimento de diversas dúvidas acerca do «Plano de Pormenor da Quinta do Almaraz», que junto se anexa.

Até à presente data, e apesar de já terem decorrido mais de quinze dias após o prazo, de um mês, legalmente estabelecido para o efeito na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), todavia, não lográmos obter quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.

Face ao exposto, vimos, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª se digne remeter o presente requerimento ao Exm.º Senhor Presidente da Junta de Freguesia insistindo na necessidade de serem encetadas as diligências tendentes à obtenção da informação solicitada.

Mais se requer que a resposta nos seja comunicada, por escrito, no prazo estabelecido na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º do diploma atrás citado, e, se possível, com cópia a todos os membros desta Assembleia de Freguesia. O formato de suporte a utilizar pode ser o digital e o instrumento de comunicação o correio electrónico, para o que indicamos o respectivo endereço: xxxxxx@xxxx.

Com os melhores cumprimentos,

Cacilhas, 25 de Junho de 2009

Maria Ermelinda Toscano
Representante do Bloco de Esquerda
Nota: este documento foi entregue na Mesa da sessão antes dos presentes terem sido informados de que a sr.ª presidente já não ia avançar com as demolições.

Segurança Rodoviária na Av.ª 25 de Abril

Exm.º Senhor Presidente
Da Assembleia de Freguesia de Cacilhas


Na Assembleia de Freguesia realizada no passado dia 6 de Abril, entregou o Bloco de Esquerda um requerimento solicitando o esclarecimento de diversas dúvidas acerca do «Parque de Estacionamento da Margueirinha – falta de visibilidade à saída» e sobre a «Segurança Rodoviária na Av.ª 25 de Abril – velocidade de circulação no sentido descendente», que junto se anexa.

Até à presente data, e apesar de já terem decorrido mais de trinta dias após o prazo, de um mês, legalmente estabelecido para o efeito na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), todavia, não lográmos obter quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.

Face ao exposto, vimos, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª se digne remeter o presente requerimento ao Exm.º Senhor Presidente da Junta de Freguesia insistindo na necessidade de serem encetadas as diligências tendentes à obtenção da informação solicitada.

Mais se requer que a resposta nos seja comunicada, por escrito, no prazo estabelecido na alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º do diploma atrás citado, e, se possível, com cópia a todos os membros desta Assembleia de Freguesia. O formato de suporte a utilizar pode ser o digital e o instrumento de comunicação o correio electrónico, para o que indicamos o respectivo endereço: xxxxxxx@xxx.

Com os melhores cumprimentos,

Cacilhas, 25 de Junho de 2009

Maria Ermelinda Toscano
Representante do Bloco de Esquerda

Transparência na gestão autárquica e direito à informação

Considerando que:

O “direito à informação” tem regime idêntico ao dos restantes “direitos, liberdades e garantias” consagrados na Constituição da República Portuguesa (conforme assim o determina o disposto nos artigos 48.º e 268.º).

O “direito à informação” é, ainda, uma prerrogativa dos titulares do “direito de oposição” consignado no artigo 4.º da Lei n.º 24/98, de 26 de Maio, e que lhes confere a faculdade de serem informados pelos “órgãos executivos sobre o andamento dos principais assuntos de interesse público relacionados com a sua actividade.”

O princípio da “administração aberta”, regulado pelo artigo 65.º do Código do Procedimento Administrativo e pela Lei n.º 65/93, de 26 de Agosto, visa assegurar o rigor e a transparência nos procedimentos administrativos, cujo paradigma integra, por sua vez, os valores fundamentais da justiça e da imparcialidade, suporte da democracia.

O cumprimento dos prazos estabelecidos na Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro) – alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º e alínea u) do n.º 1 do artigo 68.º – para os Presidentes dos órgãos executivos responderem aos requerimentos entregues pelos membros das assembleias deliberativas, através da respectiva Mesa, são um dos principais indicadores do respeito pelo funcionamento democrático destas instituições.

A Assembleia de Freguesia de Cacilhas, reunida em sessão ordinária realizada no dia 25 de Junho de 2009, delibera considerar a negação, injustificada, de resposta às solicitações dos autarcas, por omissão ou acção:

a) Uma atitude de obstrução à prossecução da competência legalmente consignada do órgão deliberativo fiscalizar a actuação do órgão executivo, prenúncio de falta de transparência na gestão autárquica;
b) Um desrespeito pelo funcionamento democrático dos órgãos autárquicos, que em nada prestigia o Poder Local.


Enviar a:
Câmara Municipal de Almada, Assembleia Municipal de Almada, a todas as Juntas e Assembleias de Freguesia do concelho de Almada.

Cacilhas, 25 de Junho de 2009

A Representante do Bloco de Esquerda,
Maria Ermelinda Toscano
REJEITADA. A votação foi a seguinte:
A favor - BE e PS = 5 votos.
Contra - CDU = 6 votos.
Abstenção - PSD = 2 votos.

Videovigilância no MST

No cais terminal do MST (Metro Sul do Tejo), em Cacilhas, encontram-se colocadas duas câmaras de videovigilância.

Embora seja compreensível que, por questões de segurança de pessoas e bens, essa diligência possa ser aceitável, a actividade de segurança privada depende da satisfação prévia de diversos requisitos que garantam a ressalva dos direitos das pessoas, constitucionalmente protegidos, alguns dos quais tudo indica não estarem a ser cumpridos.

Face ao exposto, a Assembleia de Freguesia de Cacilhas, reunida em sessão ordinária no dia 25 de Junho de 2009, delibera que seja solicitado à empresa Metro Transportes do Sul, concessionária do MST, que:

a) Proceda à afixação, obrigatória por lei, em local bem visível, do aviso referido no n.º 3 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 35/2004, de 21 de Fevereiro;
b) Indique a esta Assembleia de Freguesia, por escrito:
1 - se faz parte do registo público da Comissão Nacional de Protecção de Dados (entidade à qual compete, nos termos da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, autorizar e fiscalizar a utilização deste tipo de meios);
2 - desde quando está autorizada a proceder à recolha das imagens e se, além destas, também é feita a captação sonora.

Cacilhas, 25 de Junho de 2009


A Representante do Bloco de Esquerda,
Maria Ermelinda Toscano
APROVADA POR UNANIMIDADE.

Eleições Europeias e Recenseamento Eleitoral

Cacilhas foi a freguesia do nosso concelho onde se registou a maior percentagem de votantes (43%) tendo a abstenção ficado pelos 57%, enquanto no país ela foi de 63%, no distrito de Setúbal de 62% e no município de Almada de 61%.

Apesar da recente alteração à legislação sobre o regime do recenseamento eleitoral, que trouxe dificuldades acrescidas na actualização da base de dados respectiva, mercê do cuidado colocado na conferição dos cadernos eleitorais pela Junta de Freguesia, em Cacilhas os erros foram ínfimos e, mesmo assim, de responsabilidade externa à autarquia.

Face ao exposto, a Assembleia de Freguesia de Cacilhas, reunida em sessão ordinária no dia 25 de Junho de 2009, delibera:
a) Agradecer a participação de todas as cidadãs e de todos os cidadãos que cumpriram o seu dever de cidadania;
b) Apelar a que nas próximas eleições que se avizinham (legislativas e autárquicas) as eleitoras e os eleitores desta freguesia sejam, ainda, mais participativos, contribuindo com o seu voto para a solidificação da nossa jovem democracia;
c) Aprovar um voto de louvor à funcionária da Junta de Freguesia de Cacilhas responsável pela manutenção da base de dados do recenseamento eleitoral (Isabel) pelo seu empenho e elevado profissionalismo no que se refere à correcta actualização dos cadernos eleitorais;
d) Aprovar, também, um voto de louvor às restantes funcionárias da JFC (Célia, Paula, Teresa e Maria José) que substituíram a Isabel nas suas tarefas de balcão para que esta pudesse dedicar-se, em exclusivo, ao recenseamento eleitoral - sugestão apresentada pelo Presidente da JFC, aceite pelo BE.
Cacilhas, 25 de Junho de 2009


A Representante do Bloco de Esquerda,
Maria Ermelinda Toscano
APROVADA POR UNANIMIDADE.

quinta-feira, junho 04, 2009

Europeias 2009: BE na Incrível Almadense...

A foto-reportagem do comício de encerramento da campanha às Europeias 2009, dia 3 de Junho

O ESPECTÁCULO MUSICAL:

Os Kaja Bucalho

Aldina Duarte

OS DISCURSOS:

Helena Oliveira

Manuel Martins

Fernando Rosas

Rui Tavares

Marisa Matias

Miguel Portas

Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu!



sexta-feira, maio 29, 2009

domingo, maio 24, 2009

Europeias - Arruada na Costa com M. Portas, F. Louçã e F. Rosas

Realizou-se hoje, dia 24 de Maio, no âmbito da campanha para as Europeias 2009, uma arruada na Costa de Caparica, com Miguel Portas (cabeça de lista ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda), Francisco Louçã (Coordenador Nacional do Bloco de Esquerda) e Fernando Rosas (Deputado do BE, eleito pelo distrito de Setúbal).

A acompanhar a comitiva, que trouxe uma banda ao estilo Emir Kusturica, estavam muitos autarcas do Bloco de Esquerda, aderentes e simpatizantes.
Tendo como ponto de partida a Praça da Liberdade (onde se realizou a Feira Aberta), o grupo com cerca de duas dezenas de pessoas (entre elas a nossa candidata à Câmara Municipal, Helena Oliveira, mas também Luís Filipe Pereira, candidato à Assembleia Municipal, assim como alguns cabeças de lista às freguesias, nomeadamente, Costa de Caparica, Cacilhas e Caparica), iniciou o seu percurso subindo a Rua dos Pescadores até à frente de mar desenvolvendo contactos com a população local e os muitos turistas que, neste domingo, passeavam pela Costa de Caparica.

Além da distribuição de material de propaganda e da entrega do jornal do Bloco, ia também o Lado Esquerdo, boletim da concelhia de Almada.
Os assuntos foram, sobretudo, os temas europeus (nomeadamente o papel de Portugal no Parlamento Europeu, os jovens e a Europa, a globalização, a imigração, etc.) mas a crise nacional e o desemprego tiveram, igualmente, o seu lugar na agenda do dia...






Feira Aberta na Costa de Caparica

Hoje, dia 24 de Maio, realizou-se na Costa de Caparica mais uma Feira Aberta organizada pelo Bloco de Esquerda. E se a primeira, em Almada, foi um êxito, esta superou todas as expectativas, quer em afluência de público quer em volume de vendas.


sábado, maio 23, 2009

A Cidade Inclusiva

Mesa da sessão realizada no dia 20 de Maio (da esquerda para a direita): Manuel Barão (moderador), Manuela Tavares (UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta), Pedro Soares (Coordenador Autárquico Nacional do Bloco de Esquerda), Vitalina e Godelieve (Associação Moinho da Juventude).



Lamentavelmente só consegui chegar mesmo no fim da sessão, em virtude de a reunião para constituição das mesas de voto se ter prolongado mais do que o esperado (das 18H às 23H). Dado o informalismo do debate, alguns elementos da Mesa tinham ido sentar-se no público, de onde responderam às perguntas dos presentes... mas, a pedido meu, encerrados os trabalhos (23:45H), sentaram-se todos e lá saiu a fotografia de conjunto.
Fiquei muito desgostosa por não ter tido conseguido ouvir as diversas intervenções dos convidados. Consegui, felizmente, o discurso da Manuela Tavares, mas já quanto ao Pedro Soares (que orientou a conversa a partir das Cidades Invisíveis, de Italo Calvino) e às duas representantes do Moinho da Juventude, que falaram de improviso... paciência. Hei-de ter outra oportunidade.
Obrigada a todos, convidados e público. Segundo me disseram alguns dos que assistiram desde início ao fórum, esta foi uma iniciativa muito bem conseguida. Parabéns à organização.

quarta-feira, maio 20, 2009

BE - Autárquicas 2009 (entrevista à candidata à CM)

Veja AQUI o video da entrevista.

Resumo da AF de 19-05-2009

Esta foi a terceira sessão da reunião ordinária de Abril. Finalmente consegui-se discutir os documentos da Ordem do Dia, nomeadamente o Relatório e as Contas de 2008, assim como a Informação do 1.º Trimestre de 2009, além do Mapa dos Bens Inventariados da Freguesia, e duas Actas de reuniões anteriores.
E foi possível porque não houve período aberto ao público nem período antes da ordem do dia e, por isso mesmo, não tivemos os moradores da quinta do Almaraz a colocar questões (as dúvidas continuam todas na mesma) e os partidos não puderam apresentar moções e/ou requerimentos.
O Sr. Presidente da JFC apresentou um resumo da actividade em 2008, salientando os aspectos mais importantes e os partidos políticos, à excepção da CDU, colocaram diversas questões sobre problemas de âmbito local.
De ressalvar o facto de o executivo se ter comprometido a entregar a cada um dos partidos representados na AF uma cópia do relatório do relatório da Comissão Social Inter-Freguesias sobre os idosos, conforme solicitação do BE.
Mais esclareceu, ainda, que a equipa responsável por apresentar o Plano de Pormenor do Almaraz, segundo informação da CMA, não cumprira o prazo de 12 de Maio, mas deveria fazê-lo até ao final desta semana. Assim que se soubesse alguma coisa avançar-se-ia com a reunião extraordinária da AF.
O PS insurgiu-se contra o facto de a vogal do executivo que tem a seu cargo o pelouro da Juventude e do Desporto (eleita pelo PSD) nunca estar presente nas reuniões (ou chegar e sair sempre mais cedo), impedindo que se lhe coloquem perguntas específicas. Mais disseram que este comportamento era um desrespeito pela Assembleia de Freguesia e que, assim, já compreendiam o facto de a nível local nada se fazer nesta área.
O Presidente da AF (PSD) não gostou do que ouviu e tentou defender a sua colega de partido, tendo-se gerado uma situação insólita com o desenrolar de um diálogo com troca de acusações entre PS e PSD sobre a ética do comportamento dos autarcas destes dois partidos.
Sobre a questão da falta de segurança na saída do Parque de Estacionamento da Margueirinha o Sr. Malcata, do executivo, esclareceu que aquela era como se fosse a saída de uma garagem (?) e os condutores que tivessem cuidado (??). Além disso aquele era um parque provisório e, depois, logo se via (??).
Sobre o mesmo assunto, o Presidente da AF comentou que na Assembleia Municipal já se tinha abordado o problema. Havia, até, um relatório sobre esse problema (ao que eu perguntei, se havia porque é que a CMA não respondia ao requerimento do BE e não o apresnetava à AF de Cacilhas para esclarecer, de vez, a situação) onde se explicava a razão de não se poder colocar lombas naquela avenida, por esta ser uma estrada principal (??).
Foram aprovadas, por unanimidade, as actas das reuniões de dia 24 de Setembro e 20 de Novembro de 2008.

Informação do 1.º Trimestre 2009

Não podemos deixar de começar por referir o facto de, incompreensivelmente, este relatório aparecer sem as páginas numeradas, além de não incluir um índice de matérias, o que dificulta a localização dos dados a citar.

Todavia, tal como dissemos no âmbito do Parecer acerca das Contas de 2008, consideramos que a informação disponibilizada é mais do que suficiente (aliás, consideramos, até, que alguns dos mapas específicos eram dispensáveis bastando os balanços gerais e alguns rácios e explicações complementares, estando a informação disponível para consulta em caso de dúvida).

Em relação ao conteúdo do documento em apreço não temos quaisquer considerações a apresentar. Todavia, aproveitamos a oportunidade para colocar uma questão:

Tendo nós tido conhecimento de que a CMA adjudicara a uma emprega privada a «prestação de serviços de lavagem e varredura dos passeios e vias», entre outras, da freguesia de Cacilhas, pergunta-se: essa adjudicação coloca em causa os postos de trabalho actualmente existentes, ou trata-se, apenas, de uma tarefa complementar? Os encargos são pagos na íntegra pela CMA, ou a JFC também tem de suportar algumas despesas?



Cacilhas, 19 de Maio de 2009
Maria Ermelinda Toscano,
A Representante do Bloco de Esquerda

Parecer das Contas de 2008

Relativamente ao cumprimento das normas legais e contabilísticas pouco temos a comentar pois a nossa opinião mantém-se inalterável face àquela que se encontra versada em documentos anteriores.

Ou seja, resumidamente:

Consideramos que foram cumpridos os requisitos técnicos e formais citados na legislação aplicável para o efeito (Decreto-Lei n.º 54-A/99, de 22 de Fevereiro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 162/99, de 14 de Setembro, e pelo Decreto-Lei n.º 315/2000, de 2 de Dezembro), o que é de assinalar, porque estamos conscientes que este regime de contabilidade analítica (ao contrário da orçamental anteriormente em vigor) não é fácil de aplicar, sobretudo em autarquias de pequena dimensão e recursos escassos (técnicos e humanos), como é o presente caso.

O relatório em causa fornece suficientes dados relativos (variações percentuais), assim como procede ao conveniente tratamento estatístico da informação disponível, nomeadamente no que concerne à apresentação concreta de alguns indicadores de eficácia (graus de execução orçamental, quer da receita quer da despesa) e não se limita à análise da estruturação parcial e geral das rubricas orçamentais nem à simples comparação com o ano anterior.

Todavia, e ainda no que concerne à disponibilização dos adequados meios de análise económica e financeira, e para que seja possível uma mais completa avaliação das estratégias de gestão, voltamos a insistir, tal como o fizemos em 2006, que seria útil apresentar um conjunto de rácios que nos dessem instrumentos concretos de análise objectiva das opções assumidas pelo executivo, tendo presente que «gastar criteriosamente» (segundo normas de eficácia) e «gastar bem» (em obediência ao princípio da eficiência) são dois dos lemas que o POCAL elege como fundamentais para implementar uma nova forma de gestão na administração local.

Citamos, pois, alguns exemplos:

Indicadores de Eficiência e Produtividade –
Receita Total Arrecadada por Trabalhador;
Despesa de Funcionamento por Trabalhador;
Investimento Realizado por Trabalhador; etc.

Indicadores Globais –
Despesa com Pessoal por Freguês;
Investimento por Freguês;
Aquisição de Bens e Serviços por Freguês;
Despesas de Funcionamento por Freguês, etc.

Finalmente, ainda nesta parte de apreciação geral, não podemos deixar de referir que mesmo nos relatórios técnicos e administrativos, onde a aposta deve ser feita no rigor dos dados quantitativos, a redacção da parte descritiva deve ser cuidada, pois são documentos oficiais. Como tal, apesar de o documento em apreço não apresentar erros ortográficos, sugerimos um maior cuidado na revisão da acentuação na medida em que são imensos os lapsos deste nível.

Quanto ao teor do relatório em apreço temos algumas perguntas a colocar, as quais passo a citar:

1) Página 2 – É referida a obrigação legal de as autarquias disponibilizarem on-line os documentos previsionais e de prestação de contas. Não tendo nós conseguido aceder, nos últimos dias, ao respectivo site da JFC no endereço http://jfcacilhas.com/ perguntamos: a página está em remodelação? Já contém, ou irá conter (e para quando) toda a documentação indicada?

2) Página 3 – É-nos dito que existem na freguesia 13.000 residentes (presume-se que o número apresentado tem um zero a mais) e, destes, apenas 7.303 são eleitores (isto é, têm 18 ou mais anos).
Os restantes 5.697 residentes (cerca de 44%) não são eleitores. Porque não têm idade para o efeito?
Numa freguesia com uma população bastante envelhecida, como os últimos Censos assim o indicavam, o que significa, afinal, este número?

3) Página 23 – Apenas uma pequena correcção: o livro de Fernando Fitas, O Saciar das Aves, foi uma edição dos Poetas Almadenses que contou com o apoio do FAROL e da SCALA, além de outras entidades. E ao contrário do que é afirmado, como já tínhamos chamado a atenção a quando da apreciação da correspondente Informação Trimestral, foram adquiridos 15 exemplares e não 12.

4) Página 24 – A propósito da padronização do mobiliário e equipamento associado ao licenciamento de esplanadas, gostaríamos de saber se existe um regulamento que contenha essas normas e que condicionantes existem à ocupação dos passeios no espaço canal do MST, nomeadamente na Av.ª 25 de Abril.

5) Página 25 – Pegando no tema da mobilidade pedonal e nos contactos com os Serviços Técnicos da Câmara Municipal de Almada, pretendíamos ser esclarecidos acerca das situações visadas e se as mesmas foram já corrigidas.

Aproveitando a oportunidade, e tendo presente o teor do nosso requerimento sobre segurança rodoviária apresentado em 06-04-2009, gostaríamos de saber se existe alguma previsão para nos responderem às questões então colocadas e que, mais uma vez, consideramos importante aqui referir:

a) Os Serviços de Trânsito da CMA já analisaram, ou não, a situação referente à falta de visibilidade na saída do Parque de Estacionamento da Margueirinha e à velocidade com que os automobilistas circulam na Av.ª 25 de Abril, sobretudo no sentido descendente?
b) Em caso afirmativo, existe algum relatório contendo o resultado desse trabalho? Pode o mesmo ser facultado aos membros desta Assembleia?
c) Que justificação pode existir para continuar a manter aqueles dois lugares de estacionamento à entrada do mencionado Parque, sabendo que os mesmos, quando ocupados, retiram toda a visibilidade aos condutores que vão a sair?
d) Que razões, técnicas ou outras, impedem a autarquia de implantar medidas de acalmia de trânsito naquela artéria quando são já vários os despistes que resultaram do excesso de velocidade com que os automobilistas ali circulam?

6) Página 25 – Quanto aos contactos estabelecidos com os responsáveis pelas obras do MST, gostaríamos de saber que anomalias graves são aquelas a que a Junta se refere e se as mesmas já foram corrigidas.
Assim como pretendíamos saber se aqueles responsáveis foram alertados para o derrube e posterior retirada de três “pines” metálicos, após ter ocorrido um despiste e embate de uma viatura que os danificou, imediatamente antes da passadeira de peões, no lado descendente do espaço canal do MST, na paragem da Av.ª 25 de Abril, e para quando a sua substituição. Situação idêntica na passadeira seguinte, sentido ascendente, em que os ferros estão derrubados (consequência dos despistes por excesso de velocidade).

7) Página 26 – É-nos dito que a análise dos dados do inquérito à população idosa, organizado no âmbito da Comissão Social Inter-Freguesias de Almada, Cacilhas e Cova da Piedade, estava prevista para Outubro de 2008. Esse objectivo foi cumprido? É possível obter uma cópia do respectivo relatório?

Cacilhas, 19 de Maio de 2009
Maria Ermelinda Toscano,
A Representante do Bloco de Esquerda
VOTAÇÃO:
A favor - CDU e PSD.
Contra - zero.
Abstenções - PS e BE. As Contas de 2008 forma aprovadas pro maioria.

domingo, maio 17, 2009

Apresentação d@s candidat@s às Autárquicas 2009

O Bloco de Esquerda apresentou hoje, publicamente, os seus candidatos (cabeças de lista) à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia do concelho de Almada.

O almoço decorreu no restaurante Patatigna, em frente à Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada, onde foi notória a qualidade, simpatia e eficiência com que todos fomos brindados... um almoço de luxo, a um preço muito acessível, havendo a salientar, também, o excelente trabalho da equipa do BE - Almada que teve a seu cargo a organização do evento.

Estiveram presentes mais de 80 pessoas, entre candidatos, amigos e simpatizantes do Bloco de Esquerda, além dos deputados eleitos pelo distrito de Setúbal (Fernando Rosas e Mariana Aiveca), de Francisco Louçã, Coordenador Nacional do BE, e a comunicação social (imprensa local e duas estações de televisão RTP e TVI).

Depois de uma refeição que nos deixou a todos muito satisfeitos, Manuela Tavares (a mandatária autárquica de Almada) fez a apresentação uninominal de cada um dos cabeças de lista às Assembleias de Freguesia, dos cinco primeiros lugares à Assembleia Municipal e dos três primeiros à Câmara Municipal. No seu jeito característico, fez uma breve descrição das/os candidatas/os realçando características das respectivas personalidades e algumas capacidades técnicas e políticas que fazem de cada uma/um a/o candidata/o certa/o para o lugar a que se candidatam.

Mas, claro, o destaque foi para Luís Filipe Pereira e Helena Oliveira, cabeças de lista à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal, respectivamente. E, como não podia deixar de ser, Manuela Tavares salientou o facto de se ter cumprido a paridade nas listas do BE, uma questão que, para si é de primordial importância.

Seguiram-se, depois, os discursos: Luís Filipe deu ênfase à postura do BE no órgão autárquico que vai liderar numa estratégia clara de aproximação à população. Falou de questões de política concelhia, mas também da luta contra o Governo (se quiser ler o discurso na íntegra, clique AQUI). Helena Oliveira, começou por fazer uma breve descrição daquele que tem sido o papel do BE, na Assembleia Municipal e nas Freguesias, neste mandato que está a terminar. O que nos destingue da CDU e o muito que há a fazer. Depois, de forma objectiva e coerente, traçou aquele que irá ser o rumo do BE no próximo mandato... uma oposição firme e frontal ao actual executivo, mas sem sectarismos (se quiser conhece o discurso na íntegra, clique AQUI).

Finalmente, Francisco Louçã trouxe-nos palavras de confiança neste conjunto de homens e mulheres que vão aceitar o desafio de ser autarcas pelo Bloco de Esquerda no concelho de Almada. E dos princípios que devem nortear a actuação de todos e de todas. Finalizou com uma panorâmica sobre a realidade nacional, os problemas do desemprego e a luta contra as injustiças, sejam elas de nível económico, social ou outras, mostrando quão importante é o trabalho do Bloco de Esquerda nos diversos patamares de intervenção política.

O dia terminou com um leilão de livros autografados a cargo de Joana Sales e Eduardo Jorge, com especial destaque para as obras de autores presentes (Francisco Louçã, Fernando Rosas, Manuela Tavares, Isidoro Augusto, Bernardes-Silva, entre muitos outros)... da história, á economia, passando pela poesia ou pelo feminismo, houve de tudo um pouco. Uma iniciativa inédita destinada à recolha de fundos.

Ao que se seguiu, antes da despedida, um número de ilusionismo protagonizado por Domingos Dias.