sábado, junho 16, 2007

Declaração Pública

Na sequência das ofensas que o anónimo que se intitulou "colega da Minda [Ermelinda Toscano] na Assembleia" proferiu, apresentei (no blog EmAlmada) a seguinte declaração:

«Pensei bastante antes de escrever estas linhas.

Não só porque queria ter a serenidade suficiente para, com algum distanciamento, poder analisar o que aqui se passara (refiro-me, evidentemente, às forma menos correcta, quiçá aviltante mesmo, como alguns "comentadores" se portaram) mas porque quis, sobretudo, consultar quem melhor do que eu sabe lidar com este tipo de situações.

E apesar de chocada com a desfaçatez e falta de carácter de algumas pessoas que aqui resolveram destilar, de modo gratuito, injúrias difamatórias sobre quem se limita, apenas, a defender opiniões pessoais livremente, achei ainda mais intolerável o facto de alguém acabar por vir a colocar em causa a dignidade de um órgão autárquico, colocando sobe suspeita de calúnia todos os seus membros, apenas para descarregar a bílis gerada por um notório e retraído complexo de inferioridade.

Mesmo com as necessárias cautelas (no mundo virtual e anónimo podemos ser quem quisermos) quanto à credibilidade da identificação como membro da Assembleia de Freguesia de Cacilhas, aqui feita por um anónimo qualquer, o certo é que fica sempre, em quem ler estes comentários, a legítima dúvida de que essa pessoa possa existir e, efectivamente, pertencer àquele órgão deliberativo.

Por isso, há que clarificar duas situações antes de dar por encerrado este triste episódio. E podem ficar cientes de que vou continuar a proceder como sempre o fiz até ao momento: com coragem, frontalidade e respeito pelos meus adversários, assumindo aquilo que digo, aceitando as críticas daqueles que as fazem com hombriedade e, principalmente, exigindo que me tratem de modo igual.

Primeiro

Venho, por este meio, esclarecer os possíveis leitores de que eu, Ermelinda Toscano, membro da Assembleia de Freguesia de Cacilhas, considero indigna a forma como os membros deste órgão autárquico são, injustamente, envolvidos nesta "contenda".

E assumo aqui, publicamente, a defesa intransigente deste órgão autárquico, aquele que melhor representa os cidadãos pela proximidade à comunidade local, no qual muita honra tenho em participar.

Assim como quero que fique bem claro que, ao contrário do que os leitores possam pensar depois de ler os comentários acima proferidos, os autarcas nele representados (13 no seu total: 6 da CDU, 4 do PS, 2 do PSD e 1 do BE), pese embora as divergências em termos políticos que os caracterizam, sempre souberam respeitar-se e fazer valer as suas opiniões sem recorrer à ofensa pessoal.

Segundo

Informo que, para quem não sabe: este tipo de escrita, com ofensas explícitas e directas à personalidade de uma pessoa em concreto, proferidas com intuitos dolosos (mesmo utilizada a coberto do anonimato - embora, hoje em dia, até seja fácil identificar quem subscreve estes actos na medida em que, sendo quase sempre cometidos por leigos, é possível chegar à origem/autor dos mesmos), configura o tipo de crime previsto e punido nos artigos 180.º a 189.º do Código Penal.

Considerando que, mesmo com as cautelas derivadas da incerteza quanto à eventual veracidade da afirmação proferida (no que respeita ao facto de ser ou não membro da Assembleia de Freguesia de Cacilhas), o certo é que quem assim se identificou acabou por reduzir, substancialmente, o universo dos possíveis "prevaricadores"… talvez com intenção deliberada de provocar na visada uma reacção emotiva, que a levasse a cometer o deslize de acusar alguém em particular e, assim, poderem-na acusar de falta de carácter.

Todavia, lançado que está o anátema sobre a Assembleia de Freguesia de Cacilhas, fica a suspeita razoável sobre a possibilidade de ter sido um dos seus membros a utilizar aquela linguagem ofensiva em relação a um dos seus pares, desrespeitando-o e ofendendo a sua honra e dignidade pessoal, além de ter contribuído para o desprestígio daquele órgão autárquico ao criar na mente do leitor a ideia de que aquele é o comportamento provável entre os autarcas que a ele pertencem.

Quem assim agiu, fê-lo de modo irreflectido e se calhar nem sequer se apercebeu de que acabou por "virar o feitiço contra o feiticeiro". Ou seja, deixou fundamentos suficientes para dar início a um procedimento criminal não contra quem ele acusava mas, eventualmente, contra si próprio e terceiros que nada têm a ver com a situação.

A terminar este longo mas necessário esclarecimento, cumpre-me desejar que, a partir deste momento, o diálogo entre "comentadores" deste blog passe a ter um outro nível mais compatível com a seriedade dos assuntos aqui colocados a debate, independentemente das posições de cada um. Com respeito. A bem da Democracia e dos princípios constitucionalmente reconhecidos como direitos dos cidadãos e a que todos devemos obediência.»

1 comentário:

Liana disse...

A bem da Democracia, deve ser-se, honesto, Democrata, ter moral, saber comportar-se decentemente na via pública etc.etc.etc.
Sente-se por acaso integrada em alguma destas qualidades?
Então porque beijar na via pública homens CASADOS? Porquê manter relacionamentos extra conjugais? É porque o sonho comanda a vida? Que sonhos e vida tão apodrecida!
Traír o próximo integra-se em alguma das qualidades acima referenciadas? Enganar o que dorme consigo, faz parte da moral cívica de alguém? da Honestidade? da Verdade? Porque não tem vergonha dos seus actos? Será que não é melhor olhar para dentro de si que andar de cabeça no ar a olhar por Cacilhas, que tão bem como qualquer parte do mundo passa tão bem sem um ser tão pouco interessante em todos os aspectos?
Perca o seu tempo a tratar da sua vida e deixe em paz os que consigo vivem e os outros a quem só serve para ser falsa e utilizar-se do seu trabalho! Para quê humilhar-se mais, e só servir de chacota a seguir? Já percebeu que só serviu para passar tempo morto e para ouvir palavras vâs! E, tentar o que nunca conseguiu! Eu, tinha vergonha!!!