sábado, novembro 08, 2008

... valorizar a intervenção dos trabalhadores?

Começamos por identificar aquelas que são as preocupações do PCP em termos do combate à precaridade na Administração Pública, com as quais nos mostramos inteiramente solidários, vertidas no Projecto de Lei n.º 499/X/3.ª apresentado na Assembleia da República em Abril do corrente ano (mas que, todavia, foi rejeitado pelo plenário) e que a seguir transcrevemos:

«Para garantir a autonomia, a independência e a estabilidade dos funcionários públicos é indispensável um vínculo permanente, condição essencial para que a Administração Pública esteja ao serviço do bem comum e garanta aos seus funcionários as condições para a defesa da legalidade e do interesse público acima de quaisquer outros interesses.

Por outro lado o Estado, nas relações laborais que estabelece, deve dar o exemplo de respeito pelos direitos dos trabalhadores. Esse exemplo passa, não só pelo cumprimento da lei mas também pela necessidade de reconhecer aos trabalhadores a dignidade que merecem e o contributo fundamental que dão para o bom funcionamento do Estado e a satisfação das necessidades da comunidade.

A realidade, no entanto, mostra que nem sempre é assim e que, por vezes, é mesmo o Estado a primeira entidade patronal a desrespeitar os direitos dos seus trabalhadores. Neste campo assume especial gravidade a situação de precaridade em que se encontram milhares de trabalhadores a quem é negado o estatuto de funcionário público apesar de desempenharem funções correspondentes a necessidades permanentes dos serviços. Estes trabalhadores são contratados a termo, em regime de avença ou tarefa ou em múltiplas outras formas, sendo muitas vezes o recurso aos designados “recibos verdes” a forma normal de documentar a despesa dos serviços.»

De seguida, lembramos o teor das afirmações proferidas pela Comissão de Trabalhadores e pela Comissão Sindical do STAL, expressas nos seus últimos comunicados, de 7 e 21-10-2008 e de 17-10-2008, respectivamente:

a) Existem na CMA diversos trabalhadores em «situação de precaridade, com contratos a prazo, avenças, trabalhando contra sua vontade a recibos verdes, em alguns casos há já vários anos»;

b) E que «um dos aspectos mais controversos da política de pessoal na nossa autarquia tem a ver com a não regularização da situação profissional de trabalhadores em condições de serem abrangidos pela actual lei das reclassificações/reconversões, trabalhadores que há algum tempo (anos) vêm desempenhando funções diferentes da sua categoria oficial, suprindo necessidades de funcionamento dos serviços, e regra geral auferindo um salário inferior».

O que levou a CT a manifestar «uma pertinente preocupação com a situação dos trabalhadores em condições de reconversão e reclassificação; em regime de avença, contratos a prazo ou em situação de total ausência de vínculo laboral, relações precárias que em alguns casos já se arrastam por uma década; ou ainda com trabalhadores que há muito não vêm realizar-se concursos de promoção, que lhes permita alguma melhoria nas suas condições de vida.»

E o STAL a afirmar que, sendo a saúde financeira da autarquia excelente, «é inaceitável e incompreensível que não dê o devido valor aos seus trabalhadores que de forma directa contribuem para a construção dessa saúde financeira e para a qualidade do serviço público prestado aos munícipes.»

Finalmente, partindo do princípio que o compromisso assumido pela vereação perante a CT (como se pode ler no Comunicado de 21-10-2008) é, de facto, para cumprir, ou seja, que a CMA irá suprir, até final de 2008, as deficiências atrás detectadas no sector do pessoal (ao nível da reclassificação, reconversão e precaridade) e tendo presente aqueles que foram os objectivos preconizados pela autarquia para o corrente ano, nomeadamente nas Linhas de Orientação 2.6 consubstanciadas nas Actividades referidas nas alíneas a) e c) do ponto 2.6.1, alínea b) do ponto 2.6.3 e alínea a) do ponto 2.6.4 das Opções do Plano e Orçamento de 2008 e que, com certeza, se irão manter para 2009, de entre os quais destacamos os objectivos genéricos de:

«Assegurar uma política de gestão de pessoal que acautele, designadamente, a programação atempada dos recursos humanos na autarquia (…) na perspectiva de uma gestão eficaz do Quadro de Pessoal» e proceder à «rentabilização dos recursos humanos e à melhoria contínua».

Nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 4.º da Lei n.º 24/98, de 26 de Maio, e no exercício das suas competências como força política que integra a Assembleia Municipal de Almada, nomeadamente as citadas na alínea c) do artigo 53.º da Lei 169/99, de 18 de Setembro (na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro), o BLOCO DE ESQUERDA vem, por este meio:

A - solicitar à CMA as informações a seguir enunciadas

1) Atendendo ao facto de a existência de pessoal contratado em regime de prestação de serviços mas que desempenha funções subordinadas com carácter permanente há vários anos consecutivos (como se deduz pelos comunicados atrás referidos e que junto se anexam) indiciar a prática continuada de um acto ilícito (artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 184/89, de 2 de Junho, e artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 409/91, de 17 de Outubro, agora revogados pelo artigo 116.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro), pretende a CMA proceder ao apuramento e responsabilização dos dirigentes que autorizaram fossem cometidas estas irregularidades?

2) Que medidas, ao nível do controlo interno, pensa a CMA implementar para que, no futuro, não venham a ocorrer situações semelhantes às descritas no ponto anterior?

3) O artigo n.º 94.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, impõe seja feita a reapreciação, a quando da sua eventual renovação, de todos os contratos de prestação de serviços, segundo os preceitos do novo regime de vinculação. A CMA tem estado a cumprir com esta diligência?

4) Sabendo nós que apenas podem ser renovados os contratos de prestação de serviços que obedeçam, cumulativamente, aos requisitos indicados, de forma taxativa, no n.º 2 do artigo 35.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, e que a violação das normas de celebração contratual faz incorrer o dirigente em responsabilidade civil, financeira e disciplinar (conforme o disposto no artigo 36.º do diploma atrás citado), pode a CMA garantir que todos os despachos de renovação entretanto emitidos se encontram fundamentados de forma correcta e em obediência estrita àqueles preceitos legais?

5) Segundo os números do Balanço Social de 2007, e que se presume tenham sido mantidos em 2008 (pela previsão apresentada no respectivo Orçamento, quiçá até aumentados face à taxa de crescimento das rubricas referentes aos encargos com pessoal em regime de prestação de serviços por comparação com os valores apresentados nas Contas de 2007, nalguns casos superior a 200%), havia na CMA, em 31-12-2007, 66 trabalhadores com contrato de prestação de serviços (49 técnicos superiores, 8 técnicos, 8 técnicos profissionais e 1 auxiliar). Qual é, nesta data, a situação exacta de cada um destes trabalhadores?

6) Relativamente àqueles que, todos sabemos, ocupam (ou ocupavam) postos de trabalho que correspondem (ou correspondiam) a necessidades permanentes dos Serviços, desenvolvem (ou desenvolviam) a sua actividade nas instalações da CMA, exercem (ou exerciam) funções subordinadas e cumprem (ou cumpriam) horário de trabalho, e que, portanto, à face do novo normativo legal imposto pela Lei n.º 12-A/2008, não poderão (ou não puderam) ter os respectivos contratos de prestação de serviços renovados: está a CMA consciente dos graves problemas sociais que poderão advir do facto de estes trabalhadores irem para o desemprego, sem direito a receber qualquer indemnização por caducidade do respectivo contrato, sem poder usufruir de subsídio de desemprego e alguns, com dificuldades acrescidas em arranjar outro emprego nomeadamente devido à crise e à sua idade?

7) Segundo dados do Balanço Social de 2007, 20% do pessoal técnico da CMA (incluindo técnicos superiores, técnicos e técnicos profissionais) tem contratos de vinculação precária (19% em regime de tarefa/avença e 1% a termo resolutivo), pelo que é por demais evidente que estamos perante a satisfação de necessidades permanentes dos Serviços, ideia esta que se reforça ao verificarmos que 28% dos técnicos superiores têm contratos de prestação de serviços. Logo, considerando que parte significativa destes trabalhadores são “falsos recibos verdes” (não podendo o respectivo contrato ser renovado) e que a sua ausência acabará por provocar sérias disfunções na organização dos diversos departamentos da autarquia (pelo que a sua continuidade em funções é fundamental ao regular funcionamento dos Serviços), que solução pensa a CMA adoptar para proceder à justa integração dessas pessoas e não gorar as expectativas que lhes foi criando ao longo do tempo?

8) Faltam uns escassos 56 dias para terminar o prazo de que dispõe a autarquia para, nos termos dos artigos 95.º a 100.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, proceder à integração dos trabalhadores no novo sistema de carreiras. Isto é, está a esgotar-se o tempo limite para proceder à regularização dos casos de trabalhadores que desempenham funções diferentes da sua categoria oficial e que auferem, em regra, um vencimento muito inferior ao que lhes seria devido por direito.

a) Quantos trabalhadores existem nestas circunstâncias?
b) Pensa a CMA proceder à reclassificação/reconversão destes trabalhadores fazendo o merecido ajuste entre as funções que desempenham efectivamente e o vencimento da correspondente categoria?
c) Que fundamentação solidifica a assumpção de cada uma das decisões individualmente consideradas?

B – sugerir à CMA que, nos termos da Lei n.º 12-A/2008

9) O mapa de pessoal que deverá acompanhar a proposta de Orçamento para 2009, reflicta as alterações necessárias à resolução de todos os casos de integração (no caso dos “falsos recibos verdes”) e reclassificação (ajuste funcional entre categoria e vencimento) indispensáveis a uma gestão equilibrada e racional dos recursos humanos da autarquia, cujos postos de trabalho devem ser caracterizados em função:
a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;
b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondem;
c) Da área de formação académica de que o seu ocupante deva ser titular, quando for caso disso.

10) O mapa de pessoal atrás referido seja tornado público, atempadamente, cumprindo com a determinação legal da sua afixação, após aprovação pela Assembleia Municipal, em todos os departamentos municipais e inserindo-o na página electrónica do município, assim devendo permanecer até à próxima alteração que o substitua.

11) Passem a afixar nas diversas instalações dos Serviços e a publicitar na página electrónica do município, no devido tempo útil, uma lista contendo:
a) Todos os contratos a termo resolutivo (certo ou incerto) e as respectivas renovações;
b) Todos os contratos de prestação de serviços e as respectivas renovações;
c) Todas as cessações das modalidades de vinculação referidas nas alíneas anteriores, com indicação expressa dos motivos que as fundamentam.

12) Que a lista citada no ponto 11) indique, ainda:
a) A carreira, categoria e posição remuneratória do contratado ou, sendo o caso, da função a desempenhar e respectiva retribuição, bem como do respectivo prazo, nos termos do estipulado no artigo 38.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro;
b) No caso dos contratos de prestação de serviços, a referência à concessão do visto do Tribunal de Contas, ou à emissão de declaração de conformidade ou de dispensabilidade.
(questões por mim apresentadas na reunião com a Presidente da CMA realizada em 07-11-2008 no âmbito do direito de oposição)

Promover a criação de novas formas de mobilidade sustentável...

Quanto às Linhas de Orientação consignadas no objectivo estratégico da mobilidade, acessibilidades e estacionamento (em particular as identificadas com os n.ºs 2.2.2 e 2.2.3) cumpre-nos propor que:

1) Os pequenos comerciantes e prestadores de serviços sedeados nas artérias das freguesias cuja circulação automóvel foi afectada pelo MST, que desenvolvem a sua actividade localmente e criam postos de trabalho, fiquem isentos de pagamento de estacionamento em moldes idênticos aos dos residentes, ou seja, que tenham direito a um lugar por estabelecimento.

2) Seja assegurada a implementação de “medidas de acalmia de tráfego”, não só junto às escolas mas, também, na Av.ª 25 de Abril, conforme moção aprovada, por unanimidade, na respectiva Assembleia de Freguesia, em 23-04-2008, e que junto se anexa.

3) Por questões de segurança rodoviária, anulem os dois lugares de estacionamento à entrada do Parque da Margueirinha, na medida em que, quando ocupados, retiram a visibilidade aos condutores, como se pode verificar pelo conjunto de imagens que junto se enviam, situação da qual já demos conhecimento, em Maio passado, ao Exm.º Senhor Vereador Jorge Gonçalves.

4) A CMA promova o esclarecimento cabal da situação da rede de transportes públicos no concelho após a entrada em funcionamento do MST (percursos, paragens e horários), e faça chegar essa informação à população através da elaboração de um folheto de distribuição gratuita, conforme moção aprovada na Assembleia de Freguesia de Cacilhas, por unanimidade, em 24-09-2008.
(questões por mim apresentadas à Presidente da CMA na audiência realizada em 07-11-2008, 18H, no âmbito do Direito de Oposição).
(estas mesmas questões, entre muitas outras, apresentei-as, também, ao arq.º Ricardo Carneiro na reunião realizada com a Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas realizada em 07-11-2008, 10H).

Desenvolver os sistemas educativo, cultural e desportivo

Reportando-nos às Linhas de Orientação 2.1.24 e 2.1.25, referentes ao apoio ao associativismo local, temos a sugerir:


1) Sabendo nós que no concelho de Almada existe um elevado número de associações socioculturais sem sede própria, em particular na freguesia de Cacilhas, sugerimos à CMA que, aproveitando a recuperação do antigo quartel dos BVC para nele instalar os Serviços Municipais de Turismo, viabilize um espaço onde estas associações possam beneficiar de um conjunto de apoios logísticos comuns (centro de recursos) e desenvolver as suas actividades de forma permanente (sala de exposições e pequeno auditório para conferências e espectáculos diversos), pois que os benefícios para o comércio e turismo da zona seriam por demais evidentes.
(questão por mim apresentada na audição com a Presidente da Câmara Municipal no âmbito do Direito de Oposição, realizada em 07-11-2008).

Estacionamento para comerciantes

Resposta ao Requerimento III

Segurança Rodoviária na Av.ª 25 de Abril

Resposta ao Requerimento II

Parque de Estacionamento da Margueirinha

Resposta ao Requerimento I

Estacionamento para comerciantes




Troca de correspondência acerca do caso do estacionamento para comerciantes e a atribuição de cartões de residente.

Desenvolvimento sustentável e solidário

De acordo com as Opções do Plano e Orçamento 2008, o plano apresentado para o presente ano «consolida o percurso Desenvolvimento Sustentável e Solidário», sendo que a Linha Estratégica 4 (criar oportunidades para a juventude, desenvolver e aprofundar a solidariedade e a segurança de todos) visa fazer «do Concelho um território solidário e de bem estar social e desenvolvendo políticas municipais que visam a integração e dignificação dos grupos sociais mais vulneráveis.».

É no âmbito da Linha Estratégica 4 que o presente documento deve ser entendido.

O Relatório Final do Diagnóstico Social do Concelho de Almada, apresentado em Julho de 2002, já referia, no seu ponto 6 da III Parte (Parque Habitacional, Habitat Social e Realojamento) que uma das áreas problemáticas do Concelho é «a da habitação, nomeadamente ao nível das políticas de habitação, dos modelos de realojamento na habitação social e da necessidade de requalificação do habitat em determinadas zonas do concelho».

Segundo aquele relatório, «a prioridade de actuação deveria ir para a habitação social, não só do ponto de vista do volume de fogos a construir para fazer face às necessidades, como fundamentalmente dos modelos de realojamento e de habitat neste sector específico».

O diagnóstico apresentado à seis anos atribuía a desqualificação do habitat dos bairros sociais e a política de habitação social prosseguida como uma das causas mais importantes para o agravamento de alguns dos problemas sociais diagnosticados.

O relatório em questão propõe ainda a priorização da acção junto dos cidadãos alvos dos processos de realojamento, dada a vulnerabilidade à exclusão social que maioritariamente caracteriza a população alvo.

Em Outubro de 2001, os serviços camarários estimavam que existiam no concelho 1346 famílias desalojadas. A este valor deve ser acrescido o número de cidadãos que vivem em condições de habitabilidade e salubridade muito precárias, situações que têm sofrido um incremento muito significativo no concelho.

O fenómeno da imigração e as dificuldades de recensear algumas famílias, dada a sua situação de imigração ilegal, merecem a maior preocupação por parte do Bloco de Esquerda. Considerando o crescimento desta população no concelho, uma política de habitação municipal tem de consagrar estas populações.

Ao nível do combate à toxicodependência e suas consequências, o ponto 2.4.13 das Linhas Estratégicas previa a dinamização do Grupo Concelhio de Intervenção na área da Toxicodependência e a implementação do Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências, em articulação com associações e instituições locais. Sobre esta matéria, vale a pena salientar que em Portugal, a toxicodependência continua a ser a principal causa das infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), via sanguínea, através da partilha de agulhas, seringas e outros objectos contaminados pelo VIH entre os toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis.

Nos termos do disposto no n.º 2 do art.º 4º da Lei n.º 24/98, de 26 de Maio, e no exercício das suas competências como força política que integra a Assembleia Municipal de Almada, nomeadamente as citadas na alínea c) do art.º 53º da Lei 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002, de 11 de Janeiro, o Bloco de Esquerda vem por este meio:


A – Solicitar à Câmara Municipal de Almada as seguintes informações:

1. De acordo com as necessidades levantadas pelo Relatório Final do Diagnóstico Social do Concelho de Almada, quais os processos de reabilitação em curso nos centros históricos e nos bairros sociais e camarários, com vista à requalificação do edificado e sua envolvente?

2. No âmbito do ponto 2.4.13 das Linhas Estratégicas, qual o Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências, seus objectivos, medidas e plano de actividades, e qual a estruturação que o Plano Municipal Integrado sofreu?

3. Segundo o ponto 2.4.23 das Linhas Estratégicas, que medidas foram adoptadas pela Câmara Municipal de Almada no sentido da:
3.1 Criação de novas instalações para o Centro de Atendimento a Toxicodependentes (alínea e);
3.2 Construção do centro de acolhimento para crianças em situação de risco (alínea o);
3.3 Construção da Casa da Arriba, com fim a prestar apoio à população sem-abrigo (alínea p).


B – Sugerir à Câmara Municipal de Almada que, nos termos da Lei n.º 12-A/2008:

1) O redireccionamento da Câmara Municipal de Almada relativamente ao parque habitacional, numa aposta clara pela primazia da reabilitação em detrimento das novas construções.

2) Recuperação dos fogos devolutos, não esquecendo a urgente requalificação do edificados dos bairros sociais e dos bairros camarários.

3) Revisão do PER (Plano Especial de Realojamento), das suas necessidades reais e dos seus modelos, integrando os moradores dos bairros clandestinos da Costa da Caparica, Bairros do 1º e 2.º Torrão, assim como a população imigrante.

4) Criação de um Observatório para a habitação.

5) Implantação de uma bolsa de arrendamento.

6) Dinamizar o funcionamento do Conselho Local de Acção Social.

7) A criação de uma equipa municipal de rua de apoio aos sem-abrigo.
8) Lançamento de um Plano Municipal de Minimização de Danos, em estreita ligação com o Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Ana Sartóris

Parque escolar

Tendo sido questionado, o ano passado, para quando a construção das escolas Básicas do Primeiro Ciclo (já com os projectos aprovados), foi-nos informado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, que se encontravam a aguardar que o Ministério da Educação efectuasse o pagamento da sua quota parte do dinheiro devidos, para poderem dar início à construção das mesmas.

Como já passou, entretanto, um ano e já começaram algumas iniciativas em relação a pelo menos uma das escolas (a Básica do 1.º Ciclo n.º 2 de Almada), da qual foram colocados alunos do 4.º Ano na Escola Secundária Anselmo de Andrade (o mesmo vindo a acontecer, pressupomos, a outros alunos a serem colocados noutros espaços escolares), para que o respectivo edifício possa ser demolido e, posteriormente, construído um novo equipamento de raiz.

Vimos, por este meio, questionar para quando, então, a construção destas novas escolas e, no imediato, para quando a nova de Almada, visto (e não se questiona a boa vontade existente, mas sim a relativa falta de condições em que as crianças deslocadas se vão a debater enquanto são efectuadas as obras), pois neste entretanto, as crianças afectadas por estas “deslocalizações” encontram-se em contentores com espaço exíguo e têm de sair, inclusivamente, para outros locais para usufruírem das aulas de Educação Física e Educação Musical no Pombalense e não possuem espaço suficiente para recreio.

Gostaríamos, portanto, de saber por quanto tempo estas situações se manterão.
Ana Lúcia Massas

quinta-feira, outubro 30, 2008

quinta-feira, outubro 02, 2008

Resumo da AF de 24-09-2008

A AF de Cacilhas de 24-09-2008 decorreu sem incidentes, à parte uns comentários jocosos do PS acerca das intenções da CDU ao apresentar, naquele local, uma moção acerca das vítimas das intempéries no continente americano dando ênfase ao caso de Cuba.

No público apenas estiveram presentes três pessoas, o que, mais uma vez, é de lamentar. No período respectivo da Ordem de Trabalhos nenhum quis intervir.

Antes do início dos trabalhos, entreguei a todos os presentes um caderno com as minhas intervenções (à excepção das perguntas acerca da Informação do 3.º
trimestre).

Antes da Ordem do Dia

Foram apresentadas 6 Moções (2 da CDU e 4 do BE):

Revisão do Código do Trabalho (CDU) – aprovada por maioria com os votos favoráveis da CDU (6) e do BE (1), contra do PS (4) e duas abstenções (PSD).

Segurança de Pessoas e Bens na Freguesia de Cacilhas (BE) – aprovada por unanimidade, com a alteração da redacção no primeiro parágrafo da parte deliberativa (substituição de… «delibera solicitar à Junta de Freguesia que», em vez de «Substitua, em tempo útil, as lâmpadas dos candeeiros públicos…» por «Diligencie, junto das entidades competentes que substituam, em tempo útil…» pois esta não é, de facto, uma competência da JF mas sim da EDP).

Transportes Públicos no Espaço canal do MST (BE) – aprovada por unanimidade.

Ciclo de Debates – Cacilhas: o Presente e o Futuro (BE) – aprovada por unanimidade, com a alteração do texto do ponto 2 da parte deliberativa que ficou apenas assim: «Se recomende a todos os membros deste órgão deliberativo que estejam presentes nos próximos debates.»
A CDU e o PSD propuseram que eu retirasse esta Moção. Contudo, mesmo antes de eu intervir, o PS manifestou-se contra esse facto e eu própria também me manifestei nesse sentido. Depois de uma breve discussão sobre a pertinência do assunto não ser adiado e o porquê da necessidade de ser votado já, aqueles dois partidos acabaram por concordar.
Fiz questão, no entanto, de dizer que, na minha óptica, estes debates deveriam ser considerados reuniões extraordinárias.

Trabalho Precário na Administração Pública Local (BE) – aprovada por unanimidade. Pensava que esta moção ia ser objecto de discussão acalorada (para cujo debate ia preparada) mas, todavia, o seu conteúdo não mereceu quaisquer comentários.

Intempéries no continente americano e o bloqueio a Cuba (CDU) – aprovada por maioria com os votos favoráveis da CDU (6) e do BE (1) e seis abstenções (PSD). Houve uma troca de galhardetes entre o PS e a CDU, começada – a despropósito, na minha opinião – pelo PS que acusou a CDU de oportunismo político ao apresentar esta Moção (?) e de esta ser uma rasteira ao PS (?), apenas porque juntava na parte deliberativa um voto de pesar pelas vítimas das intempéries e um voto de protesto contra o bloqueio dos EUA a Cuba mesmo numa altura destas.

Ainda neste período, apresentei três requerimentos:

Segurança Rodoviária na Av.ª 25 de Abril. O presidente da AF disse que o assunto já fora discutido até na AF, dando a entender que já não valia a pena levantar a questão, até porque se chegara à conclusão que, tecnicamente a solução das bandas limitadoras de velocidade não eram uma boa hipótese, embora não estivesse descartada a implementação de outra solução para aquele problema. Insisti dizendo que, até por essa mesma razão, os membros da AF deveriam ter uma resposta por escrito.

Parque de Estacionamento da Margueirinha. Embora o Carlos Leal tivesse acabado por dar alguns esclarecimentos (sobre as diligências que a JF entretanto tinha encetado), parece ter entendido as questões como se fossem o estar a duvidar daquilo que haviam feito e, um pouco aborrecido, disse que responderia conforme pretendíamos, quando o Presidente da AF lhe enviasse, formalmente, o requerimento.

Estacionamento para Comerciantes. Este último deixou o Presidente da Junta, Carlos Leal, bastante constrangido e à solicitação do PS de que deveria responder, no imediato, às insinuações/acusações que ali eram feitas (por serem bastante graves), disse que o não iria fazer e reserva-se no direito de apenas responder, por escrito, nos termos da lei, conforme o BE requeria.

Pedi a palavra para, sobre este assunto, informar de que me haviam confirmado mais dois casos como os referidos, pelo que o assunto deveria mesmo ser investigado urgentemente.

Acrescentei, ainda que, embora isso não justificasse, de todo, a atitude destes comerciantes (que conseguem títulos de residente com o recurso a falsas declarações conseguidas com a conivência de moradores locais que lhes “emprestam” a identidade), estes esquemas só apareciam porque o problema básico não estava resolvido, ou seja, a inexistência de estacionamento para os comerciantes daquela artéria, que se viam obrigados a pagar taxas como se fossem visitantes (o que no final do mês era um peso excessivo nos seus debilitados orçamentos).

Lembrei a todos que a importância do papel destes comerciantes no desenvolvimento económico da freguesia, pelo que considerava esta sua pretensão mais do que justa. Aliás, fiz ainda questão de que ficasse registado em acta que, na minha opinião, até se deveria pensar na emissão de um “cartão de comerciante” que os isentasse do pagamento do estacionamento.

Por último a vogal do executivo Isabel Mota apresentou um voto de pesar pelo falecimento recente de Idalina Rebelo, Secretária da Direcção da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras do Concelho de Almada e sócia do FAROL – Associação de Cidadania de Cacilhas, lembrando a importância do seu contributo no associativismo local, tendo-se feito um minuto de silêncio em sua homenagem.

Ordem do Dia

Todas as questões que coloquei foram, pela primeira vez, respondidas. E passo a indicar:

1 – A quantia citada refere-se à contratação dos serviços, à semelhança do que acontece com outras JF do concelho, de um TOC (técnico oficial de contas) por causa das exigências do POCAL.

2 – Nesta data, o pessoal a que se referia as rubricas de assinaladas forma integrados no quadro (2 pessoas).
Quanto às horas extraordinárias tudo se devia ao acréscimo de serviço, sobretudo devido aos cartões de residente, à actualização de informação por causa de exigências da DGAL em termos do POCAL, comissão recenseadora (devido a irem haver três actos eleitorais em 2009) e o apoio à Assembleia de Freguesia, etc.
Não contratavam mais pessoal porque, disse, estavam impedidos, por lei, de o fazer.
A quantia gasta com a assistência técnica referia-se aos contratos, entre outros, na área de informática e manutenção de equipamentos.
O equipamento administrativo dotado mas ainda não gasto destinava-se à compra de uma
fotocopiadora, um computador e software. No âmbito do protocolo de modernização administrativa celebrado com a DGAL teria de ser investido até final do ano e assim iria ser feito.

3 – A realização da feira do livro foi uma proposta da empresa que a organizou. A JF apenas se limitou a dar parecer favorável tendo sido a CMA que concedeu as autorizações. Não estão previstas novas iniciativas.

4 – A JF não organiza eventos desta natureza. Prefere que sejam os interessados e a JF apoia. Por isso, embora saibam que a nível camarário o programa vai continuar, em Cacilhas só assim acontecerá se houver propostas nesse sentido.

5 – As situações gravosas a que a JF se referia eram, sobretudo, pedras levantadas nas calçadas e buracos nos passeios, coisas que parecem de pequena importância mas são bastante limitadoras da mobilidade sobretudo das pessoas idosas. Neste momento a “brigada tapa buracos” da JF estava atenta e andava a corrigir essas situações.
As anomalias graves referidas reportavam-se, nomeadamente, a arranjos no perímetro do espaço envolvente ao MST como por exemplo na correcção do passeio na Praça Gil Vicente onde, junto à rua da Escola Primária fora deixado um declive demasiado acentuado e a JF propôs que fossem feitas escadas para o diminuir.
Outra situação referia-se à entrada do Parque de Estacionamento da Margueirinha que fazia uma lomba muito pronunciada e foi sugerido que o piso fosse nivelado, como já aconteceu.

6 – A JF conhecia a situação. Todavia nunca tinham contactado o proprietário, que desconheciam quem era. Iriam averiguar.
Foi-nos explicado que aquela solução (de pintar o muro e a pedra de cobertura), segundo a empresa a quem fora adjudicado o trabalho (para o qual a JF recebera verbas da CMA no âmbito do protocolo celebrado para o efeito), era a melhor porque a limpeza da mesma iria desgastá-la e ficaria, estaticamente, ainda pior.

Fomos informados de que a reunião agendada para 6.ª feira (às 10h) com o vereador Jorge Gonçalves (na qual iriam estar presentes os representantes de todos os partidos com assento na AFC e o Presidente da JF) foi adiada porque o coordenador da “Comissão de Acompanhamento da Requalificação de Cacilhas” estava impedido, por motivos profissionais, de estar presente. Iria ser marcada nova data na semana de 6 de Outubro.

De seguida foi posta à votação a 2.ª Revisão ao Orçamento de 2008 – para incluir a transferência da verba enviada pela CMA destinada à requalificação urbana – tendo a mesma sido aprovada por unanimidade.

No final o Presidente da AF explicou quais as razões pela qual a Acta da sessão anterior não fora apresentada, sobretudo falta de tempo do pessoal da JF e pela dificuldade em elaborar tal documento com a precisão que, agora, se estava a ter. Como tal, e tendo ele consultado as actas de outras assembleias de freguesia cuja redacção é muito mais sucinta e funciona, estava a pensar apresentar o assunto para discussão numa próxima reunião.

Parece-me que, afinal, a CDU e o PSD não entenderam (ou não querem entender) qual é a importância das Actas e da sua correcta elaboração. Mas eu não concordo que tudo volte a ser como era nos mandatos anteriores. Por isso, vamos ver onde isto vai chegar.

E, pela primeira vez, a reunião acabou antes da meia-noite (mais precisamente às 23:30), depois de lida e aprovada a minuta respectiva.

Ciclo de Debates


Segurança de Pessoas e Bens em Cacilhas

Trabalho Precário na Administração Local


Transportes Públicos no Espaço Canal do MST

Apreciação do 3.º Trimestre




Estacionamento para Comerciantes



Segurança Rodoviária na Av.ª 25 de Abril

Parque de Estacionamento da Margueirinha